Estava pensando antes de escrever este texto, que adjetivos eu qualifico esse documentário brasileiro Então Morri, de Bia Lessa e Dany Roland.

O documentário nos convida a conhecer e entrar no mundo de uma mulher do nascimento ate sua morte, mas ai é que começa a genialidade desta produção. O filme começa a montar esse quebra-cabeça, essa colcha de retalhos a partir da morte de uma senhora (bem idosa) e toda comoção de seus familiares e entes queridos, tudo real e feito por pessoas reais.

Então Morri foi filmado ao longo de 20 anos em diferentes cidades do nordeste e do Pará.

A genialidade do longa esta em inúmeros pontos, a começar pela sua estrutura básica e incrível, que é contar uma historia começando pela morte e a partir dai, inserir as diferentes famílias, sempre centralizando na mulher, e a vida como ela é, sempre regredindo, uma mistura de Boyhood com Benjamin Button, passando pela perda do marido, seu casamento, sua adolescência, o primeiro beijo até seu nascimento.

Então Morri é o retrato genuíno de um país gigantesco chamado Brasil, onde suas diferentes culturas interagem, sobrevivem, tem seus anseios, suas tristezas. Não existe ator no longa, tudo que se vê na tela é real.

E como é lindo você se emocionar com as diferentes facetas de um pais que não conhecemos, e não fazemos parte dele. E prepare o seu coração porque o filme tem um dos melhores finais da história do cinema, e dá um sentido totalmente diferente sobre o nome do filme.

É com essas produções que temos que ter orgulho do nosso cinema, e saber que ele não ser resume as inúmeras “Globochanchadas” que jogam na nossa cara. Temos uma diversidade fílmica absurda e que precisa ser valorizada por todos nós.

Ah, e com tudo isso, acho que já tenho os adjetivos para definir Então Morri: Sensacional, Lindo, Maravilhoso, Impactante.

Em cartaz na Mostra: Première Brasil: Novos Rumos longa.

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