inverno-do-mundoSeguindo a linha histórica já montada pelo seu predecessor “Queda de Gigantes”,  “Inverno do Mundo” se inicia em um cenário após a crise de 29, aonde os países europeus ainda se recuperam da Primeira Guerra Mundial, ao passo que os Estados Unidos se fecham para o resto do mundo.

Uma nova geração das famílias do primeiro livro serão inseridas nessa nova realidade, aonde o Nazismo e o Fascismo italianos já estão consolidados, a Segunda Guerra Mundial atingirá seu pico e consequentemente, a criação a da bomba atômica.

Um mérito do autor Ken Follet nesse obra em especifico foi conseguir criar um clima de desesperança. No livro anterior havia a dor da grande guerra e das injustiças sociais, mas também o vigor das revoluções. Nesse volume quase não existem momentos de descontração, o cuidado com que o escritor narra certas passagens assumem um ar de escuridão, um exemplo é a parte em que os soviéticos chegam a Berlim no final da Segunda Guerra gerando destruição em uma terra já dizimada. O nível de paciência em narrar tudo que ocorre nessa passagem torna a situação aterrorizante para o leitor.

“O Inverno do Mundo” funciona como uma transição entre o Aristocratismo do inicio do século e o período de democracia liberal do fim do período. A trama é sombria o que leva o leitor no final, se perguntar se toda a destruição causada vale a pena.

A parte mais assustadora dessa trilogia é lembrar que a maior parte daquilo foi real.

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