O polêmico sumiço da Taça Jules Rimet em Dezembro de 1983, crime que até hoje não foi completamente solucionado ganhou uma versão cinematográfica, produzida pela plataforma de streaming Netflix.

A trama de 90 minutos envolve temas muito particulares do nosso país, a malandragem e a corrupção.  O roteiro divertido e coeso reúne grandes talentos no elenco, alias, muito bem escalado, a sintonia, a química e a naturalidade em cena, flui naturalmente.

O cartaz do filme traz Taís Araújo como destaque, mas o protagonista é Peralta, vivido por Paulo Tiefenthaler. Ele e um comparsa, ambos inexperientes e atrapalhados, roubam a taça para pagar dívidas de jogos. No elenco, ainda estão Danilo Grangheia, Milhem Cortaz, Stepan Nercessian, Fábio Marcoff e o funkeiro Mr. Catra.

O jogo de cena entre polícia e ladrão faz o filme ser audacioso e com bastante potencial cômico.

Com personagens bens construídos, um roteiro simples e bem amarrado que não utiliza de piadas fáceis, faz de “O Roubo da Taça” uma ótima comédia de erros, o que eleva mais ainda o seu nível.

O filme se passa no inicio dos anos 80, isso significa que sofre influências ainda da década anterior, assim a direção de arte e o figurino são compostas por essa época, um tanto ilustre. A fotografia ajuda a compor toda a questão estética do filme com as particularidades das cores dos figurinos e do cenário.

A direção competente de Caito Ortiz  usa da ausência de heróis durante toda a projeção. A grande pegada do filme é o fato de os personagens serem igualmente patéticos, de modo que tudo que acontece ao seu redor é fruto da total incompetência deles.

Exibido na 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o filme ganhou 4 kikitos nas Categorias Melhor Roteiro, Melhor Ator, para Paulo Tiefenthaler, fotografia e direção de arte

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