O Honk Rio, maior festival de fanfarras e música de rua do Brasil, evento independente e colaborativo, toma hoje as ruas do Rio de Janeiro pela terceira vez. O encontro vai até o dia 5 de novembro. A terceira e mais completa edição vai levar para o público carioca apresentações de 27 grupos que vêm do mundo inteiro trazendo música, arte e engajamento. As apresentações acontecerão nos bairros do Centro, Complexo do Alemão, Santa Teresa, Lapa, Rocinha e Campo Grande. (segue programação completa)

“Queremos mostrar que o cidadão é capaz, com a união, de grandes feitos para a sua sociedade. A arte e a música são ferramentas de transformação e integração. Princípios de direitos humanos, justiça social, ecologia e uma sociedade ativa e participativa permeiam todo o festival”, diz Juliano Barbosa Pires, coordenador do HONK RIO. “Queremos também integração com a população local, trabalhar a capacidade e consciência de realização com o objetivo de melhorar a cidade”, avalia.

O festival deste ano vai homenagear hoje na Lapa a primeira fanfarra que tomou as ruas cariocas pelos idos de 2006 e apresentar uma novidade: o Bloco do Honk. O homenageado é o Songoro Cosongo, grupo precursor do movimento das brass bands no Rio de Janeiro, formado por integrantes de diversos países da América do Sul, cuja variedade de ritmos latinos é a sua marca.

Entre os estrangeiros confirmados estão os grupos Minor Mishap, que retorna ao HONK RIO após grande sucesso ano passado, e ainda a supresa: os fundadores do festival HONK, o Second Line Social and Pleasure Society, ambas fanfarras norte-americanas. Ainda estrangeiras, teremos as fanfarras da Costa Rica e da Argentina e nacionais de SP , DF, MG e RS.

Mas não serão somente os gringos a fazer bonito nas ruas da cidade, Os Siderais , anfitriões, e As Damas de Ferro, primeira fanfarra carioca formada exclusivamente por mulheres, acabam de voltar da edição americana tinindo para se apresentar em casa. O grupo Crispy Rio Brass, novidade dessa edição chegam cheios do suingue dos subúrbios cariocas e prometem quebrar tudo nas apresentações que farão em breve no festival.

Por oferecer a possibilidade de apresentações acústicas, as fanfarras dão grande mobilidade aos músicos, que podem tocar em qualquer lugar sem contar com grandes aparatos de produção. Essa facilidade fez com o que o formato se popularizasse recentemente ao redor do mundo, e especificamente no Rio de Janeiro, onde atualmente é grande a presença dos instrumentos de sopro entre os grupos nas ruas da cidade.

Informações: www.honkrio.com.br

DEIXE UM COMENTÁRIO