O Jequitibá do Samba é um grupo composto por jovens músicos do Rio de Janeiro, atuantes nas rodas de samba e choro da Lapa, de Santa Teresa e do centro, como o Trapiche Gamboa, o Carioca da Gema e a Casa do Choro, principalmente, sendo também alguns professores da Escola Portátil de Música (EPM). É um grupo que por alguns anos marcou época realizando uma roda de samba mensal, aos domingos, na Ilha de Paquetá. Agora, retornam à agenda do samba com uma roda quinzenal no novo “Espaço Catete”.

Neste domingo, 19/nov, a partir das 15h, realizam mais uma edição e recebem como convidado especial o bandolinista, cantor e compositor Pedro Amorim (também “Samba de Fato”, entre outros projetos, e que está lançando o CD “Voz Nagô”, de músicas em parceria com Paulo César Pinheiro).

Com o nome inspirado no samba dos compositores mangueirenses José Ramos e Marcelino Ramos, o grupo Jequitibá do Samba tem como característica marcante um repertório de sambas de raiz antigos e mais recentes. O principal critério de seleção é a beleza dos contornos melódicos e a sinceridade das poesias dos versos. Acreditando que um bom samba não tem idade, o grupo prioriza, portanto, um repertório que contemple os inesquecíveis sambas da década de 1930 do Estácio, passando pelos sambas saídos dos terreiros das primeiras escolas, sem se esquecer das obras primas de grandes compositores, como Nelson Cavaquinho, Cartola, Candeia, Zé Kéti, Paulinho da Viola e Paulo César Pinheiro, entre muitos outros cuja obra persiste pouco explorada.

Nesse repertório também há espaço pros sambas autorais dos integrantes, com destaque pra sonoridade, fruto do trabalho cuidadoso de cada componente — que fundamenta seu aprendizado no legado daqueles que, com técnica, talento e criatividade, fizeram escola na música popular brasileira, como Dino, Meira, Canhoto, Jonas, Luna, Marçal e Elizeu, Jorginho, Doutor, Gordinho e tantos outros.

Pedro Amorim toca e canta junto os sambas desse passeio e alguns de seus autorais.

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