vRelacionamentos abusivos. Violência doméstica. Existem várias situações diferentes, mas ninguém entende como se entra nessas relações, muito menos por que é tão difícil sair delas. “Vidas Partidas”, de Marcos Schetchman, chega para conscientizar sobre isso, mas peca quando se trata de execução.

E isso acontece por contar a história de uma forma tão fragmentada quanto a vida dos protagonistas. Todo o longa é construído a partir de saltos temporais, entre passado e futuro, flashbacks e realidade.

Se não fosse pela montagem, que não deixa claro quando voltamos alguns anos no passado, toda a trama seria facilmente digerida. O mais fácil de se entender é a crítica social, que vai sobre uma sociedade machista em que a mulher aceita o jeito violento do marido, até a forma em como a justiça brasileira trata seus casos.

Toda a história é boa, mesmo que tratem com a mesmice habitual, ela possui reviravoltas sempre que pode. Nos momentos mais fracos, quem carrega o longa são Naura Schneider e Domingos Montager. Ver o ator em um papel diferente do habitual é um dos melhores pontos.

Mas infelizmente, mesmo tentando sair do usual cinema brasileiro, perseguindo um estilo independente, “Vidas Partidas” cai em alguns erros, como sempre mostrar corpos nus desnecessariamente, além da maquiagem, dos hematomas e ferimentos que não parecem reais o suficiente.

Não apenas por isso, mas por tentar buscar uma figura única que represente várias mulheres, o filme acabou chegando em uma personagem pouco verossímil. Mesmo assim, não exclui o fato do principal motivo de ser visto. “Vidas Partidas” é uma inspiração nas altas estatísticas de crimes de violências contra a mulher.

Por tentar fazer o público entender essa armadilha que são os relacionamentos abusivos; tratar de contar uma história e também passar uma lição. Todos esses são motivos que tornam “Vidas Partidas” um bom filme.

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