O público que não conseguiu ver “PARATODOS” nos cinemas terá uma nova oportunidade a partir de 1 de setembro. O filme estreia em plataformas digitais como NOW, Google Play, Vimeo e iTunes.

No iTunes, além do Brasil, o documentário fica disponível em mais de 80 países, com legendas em inglês e espanhol e será lançado a preço promocional de $0.99 para aluguel e $2.99 para compra em HD.

Dirigido por Marcelo Mesquita e roteirizado por Peppe Siffredi, dupla de realizadores intitulada Sala12 que lançou os documentários Cidade Cinza (2013) e A Viagem de Yoani (2015), PARATODOS tem coprodução Barry Company e distribuição O2 Play.

Através das historias dos atletas Alan Fonteles, Daniel Dias, Fernando Fernandes, Terezinha Guilhermina, Susana Schnarndorf, Yohansson do Nascimento, Fernando Cowboy Rufino e Ricardinho, o filme faz um recorte sobre a bem-sucedida história do esporte paralímpico brasileiro. A produção acompanhou de perto quatro equipes paralímpicas: natação, atletismo, canoagem e futebol, em um intervalo de quatro anos (2013 – 2016), por seis países: França, Canada, Japão, Itália, Catar e Brasil.

Ao assistir pela primeira vez a uma Paralimpíada, Londres 2012, o diretor Marcelo Mesquita, fanático por esportes, “tomou um susto” ao ver Alan Fonteles, 21 anos, brasileiro do Pará, vencer o maior atleta paralímpico da história, Oscar Pistorius. Após o feito, vieram os questionamentos: “Quem é ele? Como ele corre sem as duas pernas? Como ele pode ser tão rápido? Como tem tanta gente neste estádio se as Olimpíadas já acabaram? Como um brasileiro venceu o maior de todos? O Brasil é uma potência paralímpica, como assim? E a principal questão: Como eu não sei responder a nenhuma destas questões?”

Com esta motivação surgia PARATODOS, um filme que parte do esporte para abordar questões humanas. Nos treinos, em competições, sob pressão, nas derrotas, nas vitorias, revela-se a verdadeira personalidade e os conflitos dos indivíduos retratados, e eles são comuns a todos. O filme foge do lugar comum da superação da deficiência para abordar problemáticas como: egotrips, autoestima, esperança, bullying, perfeccionismo, companheirismo. Este é um filme de esporte em que nem todos vencem; um filme sobre pessoas com deficiência que possui tensão, humor, emoção; um filme sobre um Brasil que dá certo, que vence e dá espetáculo.

Busca-se também através deste documentário, que antecede a primeira Paralímpiada a ser realizada na América do Sul, trazer o debate sobre a inclusão à tona, colaborando na luta por um país mais acessível, justo e inclusivo. O momento presente da vida dos nossos atletas, além de levantar e emocionar plateias mundo afora pelo alto nível das performances, desperta a atenção em torno de um tema latente: a necessidade de um diálogo pela inclusão da pessoa com deficiência física na sociedade.

SINOPSE

O melhor atacante cego de futebol de todos os tempos, um ex top model e big brother cadeirante, o homem mais rápido do mundo sem as duas pernas, uma triatleta que acordou paralisada e na água deu a volta por cima. Estes são apenas alguns dos personagens deste filme, que foge do apelo obvio ao heroísmo e ao exemplo de vida dos atletas paralímpicos para dar lugar a questões como egotrips, competitividade, adaptação, resiliência e impacto da inclusão. Ter uma deficiência é um desafio, mas não amarra a trama de uma vida.

“Se você olhar para o que uma pessoa pode fazer em vez do que ela não consegue fazer, a perspectiva muda e perde-se a visão de coitadinho”. (Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro)

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