weelchairAo todo, onze artistas de diferentes áreas foram convidados para customizar cadeiras de rodas, que ficaram, durante os Jogos espalhadas pela Praça Mauá. A artista multidisciplinar Mana Bernardes fez da sua obra um arco-íris com linha e bordados, enquanto o grafiteiro Marcelo Eco desenhou um Saci Pererê com próteses, em uma homenagem aos negros escravos – que aqui chegavam pelo Cais do Valongo (atual Boulevard) e os cadeirantes. Completam o time de artistas o ilustrador Felipe Guga, a própria Embaixadores da Alegria, o produtor social Rene Silva, do jornal Voz da Comunidade, o grafiteiro Rafael Doria, os artistas plásticos Katia Wille e René Machado e o designer de luz Tomás Ribas. Já o Instituto Municipal Nise da Silveira participou com um coletivo de seus pacientes e alunos. A direção de conteúdo é assinada por Caio Leitão, especialista em marketing cultural e um dos fundadores da instituição, curadoria de Fernanda Sattamini, “A Embaixadores da Alegria está em festa por seus dez anos de atividades. E o evento é uma maneira inefável que encontramos de mostrar que existe possibilidade de diálogo entre as diferenças, por meio da arte”, afirma Caio.

Embaixadores da Alegria

Este ano é especial para Caio Leitão e Paul Davies. Parece que foi ontem, mas foi em 2006 que os dois fundaram a Embaixadores da Alegria, uma organização social sem fins lucrativos que utiliza a arte, a cultura e a educação como ferramentas de inclusão social para pessoas com e sem deficiência.

Em dez anos de existência, mais de 13 mil pessoas já foram beneficiadas gratuitamente com desfiles na Sapucaí, oficinas de carnaval e apresentações de samba em formato pocket show. Para comemorar a década de atividades com pessoas com deficiência, a dupla está inovando com outras ferramentas de inclusão, como o “Musical da Alegria” – que tem como tema a inclusão, chamando a atenção para Síndrome de Down, estrelado pela atriz e apresentadora da TV Brasil, Fernanda Honorato, em cartaz no Imperator – e agora com o Wheelchair Fest.

A ideia para o evento surgiu durante uma viagem no BRT que os dois fizeram até o Centro de Referência da Pessoa com Deficiência em Santa Cruz. Eles foram convidados pelo prefeito para participar da cerimônia de hasteamento da bandeira paralímpica, que acabara de chegar de Londres. Diante das dificuldades de acessibilidade, eles decidiram levar a alegria da Sapucaí para um festival que integrasse diferentes segmentos culturais – como teatro, arte, cinema,música – com esporte. Desde então, Caio vem trabalhando no Wheelchair Fest, buscando apoio e patrocínio. O evento tem apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Grupo UTIL, e parcerias com Balada Mix, OAB-Barra da Tijuca, Coletivo Estampa, Sonido, Niu e Adapt Surf.

“O ponto de partida será a exposição, mas o objetivo é que o evento entre para o calendário de atrações culturais da cidade olímpica do Rio, reunindo teatro, arte contemporânea, cinema, esportes (paralímpicos e radicais) e seja um passaporte para outras cidades do mundo”, exalta Caio.

Serviço
Wheelchair Parade
Até 20 de outubro
Local: Rodoviária Novo Rio ( Av. Francisco Bicalho, 01 – Santo Cristo)
Salão de embarque inferior do terminal rodoviário em frente à sala VIP da UTIL
Entrada franca

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