inferno Já algum tempo a teoria Malthusiana vem sendo debatida por certos círculos da sociedade, seu conceito é sobre como o aumento do numero da população mundial viria a diminuir consideravelmente a produção de alimentos. A mais nova adaptação de um livro de Dan Brown toma como ponto de partida essa discussão e introduz novamente o personagem Robert Langdom (Tom Hanks) em uma caçada humana.

Depois de um bom começo com O Código Da Vinci e uma péssima continuação em Anjos & Demônios , o diretor Ron Howard decide trazer o clima de suspense do primeiro filme de volta, utilizando uma trilha sonora escandalosa e iluminação contida, ao mesmo passo que tenta dar mais dinamismo as cenas de ação. Aqui ele pega emprestado elementos dos filmes do Jason Bourne, muitas sequências filmadas por câmeras tremidas que constantemente se adiantam alguns segundos aos atores durante uma corrida para passar a impressão de velocidade.

Tendo um enfoque quase exclusivo em Tom Hanks e Felicity Jones, sobra pouco tempo para o restante do elenco mostrar algum serviço a mais, tem-se exposta a motivação dos seus personagens, mas é tudo muito automático. O casal protagonista consegue se manter, devido ao carisma de Hanks, interpretando quase a si mesmo no personagem, já Felicity Jones faz uma parceira aceitável, porém esquecível.

Por fim, Inferno entrega nada mais que um bom produto para se assistir em uma tarde. Suas locações são belíssimas e os planos aéreos constantes, lembrando muito um comercial de turismo, além de possuir uma trama que desperta a curiosidade mais para se saber como será a solução dos enigmas do que propriamente pela obra como um todo.

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