creature O Festival do Rio tem dessas coisas, uma penca de novidades, muito glamour, diretores conhecidos e desconhecidos querendo mostrar seus projetos, uma seleção de filmes já premiados e é claro, grandes homenagens a historia do cinema mundial, e tudo que ele ainda representa. E na edição desse ano, fomos agraciados pela mostra “Monstros da Universal”, uma seleção com alguns dos principais filmes de terror da década de 30 a 50, da Universal Studios. E como foi maravilhoso ver algumas dessas películas em tela grande, que ficaram em nosso imaginário e consolidaram toda cultura mítica e fantástica do Horror.

Estamos falando do grande exemplar de Terror/Ficção Científica, O Monstro da Lagoa Negra, filme de 1954, dirigido pelo gênio da ficção Jack Arnold. Além disso, a película está entre os últimos que fecham uma ‘’era’’ de produções sobre monstros do estúdio.

Na sinopse, uma expedição geológica à Amazônia desvenda fósseis de um esqueleto com dedos e membranas, que atestam ligações entre animais terrestres e aquáticos, na região da mítica Lagoa Negra na Amazônia. O professor Carl Maia e seu amigo David Reed, membros do Instituto de Biologia Marinha, conseguem dinheiro para uma nova expedição a fim de buscar mais evidências. Eles partem de volta ao local, e descobrem que os homens que ali estavam foram assassinados por uma misteriosa criatura meio homem, meio anfíbio.

Mesmo o filme sendo datado e tendo a cruel realidade do abismo que um filme da década de 50 tem para os dias de hoje, O Monstro da Lagoa Negra ainda carrega uma bela direção de imagens, como por exemplo, as cenas aquáticas, onde recursos e câmeras foram inventados para dar um realismo que ate hoje impressiona. O filme consegue unir muito bem os dois universos (terror e ficção ) fazendo os amantes dos gêneros o cultuarem não só por sua idade mas também pela qualidade. Uma pena que a fragilidade do roteiro faz o filme começar bem e seguir um pouco “desleixado”’ ate sua conclusão final, O Monstro da Lagoa Negra é um clássico e se você é amante de cinema e desses gêneros, não deixe de fazer parte da historia, veja.

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