Novas bandas, novas sonoridades, lançamentos, novas misturas, a nova cena. Qual é a vocação do palco se não a de receber artistas? E qual é o valor do artista se ele não chega ao palco?

Na contramão do fechamento de casas de shows na cidade nos últimos tempos, desde o mês de abril a residência artística VEM!ÁGORA deu início à sua programação no tradicional palco do Teatro Ipanema, e recebe o projeto Curto Circuito, que procura resgatar a vocação do espaço para a música contemporânea.

As areias de Ipanema foram testemunhas vivas do surgimento da Bossa Nova, do nascimento do Circo Voador e de outros movimentos culturais que sempre se relacionaram com a música: como o pioneirismo do surfe, o verão da lata, as novidades comportamentais que vinham do píer e das dunas de Ipanema. Nos anos 80, o Teatro Ipanema recebeu grandes shows, inclusive a gravação de um álbum ao vivo de Cazuza, o “Poeta Está Vivo”.

Para celebrar Ipanema e toda a sua história vanguardista, o Curto Circuito vai buscar artistas de todo o país para ser um novo palco com uma programação freqüente para suas apresentações ao vivo na cidade.

Com o Curto Circuito, projeto que acontece dentro da programação da residência artística VEM!ÁGORA, o curador e produtor Thiago Vedova procura reposicionar o Teatro Ipanema como um importante espaço de música ao vivo.

A ideia é incentivar os fãs deste segmento a frequentarem o teatro independente das atrações de sua programação, que oferecerá shows sempre às sextas-feiras, transformando o teatro numa nova referência para o lançamento de novos discos e produtos de bandas e artistas. O objetivo é estimular também a formação de público, e com isso fortalecer os artistas da cena musical do Rio de Janeiro e de fora, impulsionando suas carreiras.

Confira a programação:

04 de Novembro – BALEIA – Show da turnê de lançamento do disco “Atlas”
Depois do elogiado CD de estreia, “Quebra Azul” (2013), que figurou entre as principais listas de melhores álbuns do ano. A música “Casa” chegou a ser a 30ª música mais compartilhada do mundo na plataforma Spotify, Baleia lançou em março de 2016 seu segundo trabalho, “Atlas”.

Considerado pela banda o resultado de todo o amadurecimento das experiências vividas nos últimos anos, “ATLAS” traz uma evolução natural do primeiro trabalho. Neste álbum, a Baleia se apropria de vez de sua linguagem provocativa, acessível e estimulante. O projeto é composto por oito músicas que traduzem, de um jeito particular, o universo pop e um tanto experimental que a banda habita.

Para a banda, “Atlas” conversa com o lado mais enérgico e intenso do primeiro disco (“Breu”, “Motim” e “Despertador”), com uma sonoridade mais robusta e percussiva – muitas vezes usando o rock como diretriz. ‘Atlas’ traz novamente a parceria da Baleia com Bruno Giorgi, que assina a produção musical junto com a banda.

25 de Novembro – MÃEANA – Lançamento do DVD “Mãeana no MAM”
Ana Cláudia Lomelino lança seu primeiro DVD “Mãeana no MAM”, pela Sony Music, em outubro de 2016.

No show de lançamento de “Mãeana no MAM”, Mãeana, uma entidade, muitos signos, uma mulher mãe e cantora, manipula objetos e cria em volta de si um útero, onde as pessoas possam entrar e tomar banho de som. A estética da Deusa está presente no show, que possui efeitos de raio laser que cria formas e recortes com espelhos.

Essa artista de voz suave e melodiosa, que iniciou uma carreira solo, com o disco Mãeana, lançado no segundo semestre de 2015, produzido por Bem Gil e é cantora do Tono há 6 anos, vem encantando o publico e artistas com sua arte extremamente feminina.

Mãe de santo das bonecas e dos objetos afetados por vidas passadas, presentes e futuras, mãeana vem reencantar o concreto com sua bossa de alma ufo e tribal que contribui com o que há de superior ao alcance dela, ou seja, fortalece os laços entre a tecnologia e a feitiçaria, já que o som amplificado e a voz eternizada são artifícios de bruxa, tecnologia aos olhos da física, que ainda está fadada a pontos cegos.

Mãeana também é amaldiçoada e meio cega como todo e qualquer ser humano, não pode ter certeza de onde veio e pra onde vai, porém canta pra chamar calma e simplesmente, o que nos é de direito. Este caminho pelo conhecimento é na verdade um combate ao medo e ao julgamento, que já estão encalacrados no planeta, este combate será pleno quando puser pra sonhar acordados os guerreiros da arte do não-fazer. Por isso mãeana canta simples como qualquer mãe, sem se afetar mais nem menos, canta como qualquer ser humano que tenha intimidade consigo próprio e com seu corpo, sua voz. singular, como qualquer timbre (pois no mundo nada se repete), parecida com qualquer coisa, desprovida, a voz de mãeana é indiferente, porém mágica, quer cantar e canta.

SERVIÇO
Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824A – Ipanema)
Horário: 20:30
Valor: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia e lista amiga)
Capacidade: 222 lugares
Classificação: livre

Foto: Bruno Mello

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