animais-noturnosSusan Morrow (Amy Adams), uma negociadora de arte em Los Angeles, recebe pelo correio o manuscrito do romance Animais noturnos, dedicado a ela e escrito por Edward (Jake Gyllenhaal), seu ex-marido, com quem não tem contato há anos. Ao mesmo tempo em que percebe estar cada vez mais distante do atual marido, sente-se cada vez mais impelida à leitura, embora a violência do livro a incomode profundamente.

O filme conta uma história de vingança dentro de uma história. Ambas as histórias, a da vida de Susan e a do livro que está lendo, funcionam, de certo modo, como duplos. A ação da leitura leva Susan a reavaliar o sucesso do seu casamento atual e o fracasso do relacionamento que acabou, bem como as decisões que tomou (sobretudo as amorosas) e suas consequências. Diante de um livro emocional, violento e bem escrito (é ela quem diz), Susan tende a perceber o livro de Edward como uma forma de vingança por ele nunca ter superado o fim da relação.

Grande premiado do júri do último Festival de Veneza, e inspirado no livro Tony & Susan, de Austin Wright, este é o segundo longa dirigido, produzido e escrito por Tom Ford, que regressa sete anos depois de sua estreia como diretor com Direito de amar. Das atuações, além de Amy Adams e Jake Gyllenhaal, merecem especiais atenções as participações de Laura Linney, Michael Shannon e Karl Glusman. Tudo aqui parece bem costurado, inclusive alguns lampejos lynchianos (principalmente o Lynch de Império dos sonhos), num thriller psicológico sobre (des)amor, rancor e arrependimento.

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