Um dos melhores compositores da nova geração – já tendo composto para artistas como Maria Gadu, Ney Matogrosso, Elba Ramalho e Zélia Duncan – o cantor Dani Black, prova ao vivo que tem um belo timbre, com grande potência e doçura melódica. Apresentando seu melhor e mais completo trabalho, o disco “Dilúvio” indicado ao Grammy Latino de melhor canção em língua portuguesa e melhor álbum MPB, traz novamente sua pegada romântica, com misturas de sonoridades e letras mais poéticas e reflexivas.

A delicadeza desse seu mais recente trabalho também surge no palco. A mudança de tons e camadas através das faixas, ponderadas com interpretações crescentes, traduz o show em cores sonoras. Quase como uma narrativa crescente em canções.

É interessante como Dani Black consegue construir reflexões à cerca do amor na faixa que dá título ao álbum, das incertezas da vida na faixa “Maior”, de problemas financeiros em “Ganhar dinheiro”, e até da sexualidade na saborosa “Seu gosto”.

“Dilúvio” é um daqueles trabalhos extremamente ricos musicalmente e com delicadeza de letras poéticas de um compositor que tem a urgência, e relevância de seu discurso.

Em seguida a antiga banda de Dani Black subiu ao palco do Circo. 5 à Seco, banda formada em 2009, apresenta uma mistura de MPB4 e Roupa Nova com música POP, mas com jovialidade e modernidade de 5 músicos multi instrumentistas extremamente talentosos que se revezam no canto de cada canção.

Com uma estrada bem pavimentada de sucesso, por mais que não sejam tão popularmente conhecidos como deveriam, a banda traz um show conciso e animado, embalado com seus sucessos.

E há quem diga que a música brasileira atual não tem qualidade e salvação, é porque não conhece esses e outros excelentes artistas como: Silva, Cícero, Thais Gulin, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Anavitória e Tiago Iorc, que demonstram toda potencialidade e garra dessa nova MPB repleta de energia.

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