Por: Leandro Fonseca

Qual será o filme de máfia mais legal de todos os tempos? “Os Intocáveis”, de Brian De Palma, “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola, “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino? É difícil e cruel precisar tal questão mas sem dúvidas “Os Bons Companheiros”, de Martin Scorcese figura qualquer lista de TOP 5. A obra teve 5 indicações ao Oscar, nas categorias de melhor filme, melhor roteiro adaptado, melhor atriz coadjuvante e melhor edição. E por falar em Scorsese, toda sua marca está estampada no filme, que não precisaria nem assinatura para sabermos de quem se trata, todas suas características marcantes como os diálogos em primeira pessoa, personagens que falam diretamente para a câmera, o uso das imagens congeladas, tudo contribui com que narrativo tem um ritmo delirante.

O argumento escrito por Nicholas Pileggi e Martin Scorsese, é baseado no livro “Wiseguy: Life in a Mafia Family”, do próprio Pileggi que é baseado em fatos reais. A trama gira em torno da ascensão, no mundo do crime, de Henry Hill (Ray Liotta) e seus dois parceiros, Jimmy(Robert De Niro) e Tommy (Joe Pesci).

A história começa com Henry Hill conta a sua história de garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começando sua “carreira” aos 11 anos e se tornando protegido de James “Jimmy” Conway, um mafioso em ascensão. Apesar de desaprovar a violência exagerada de seus parceiros, sua ambição e ganância acabam sempre falando mais alto, o que faz com que o rapaz se envolva em situações perigosas. As atuações são um ponto alto do filme, não foi a toa que Joe Pesci levou o Oscar de melhor ator coadjuvante. A trilha sonora também merece destaque, fazendo uso de músicas da cultura pop que passam todo aquele clima sarcástico do filme, soa quase como um deboche em certas cenas.

Nas passagens de tempo, uma vez que o filme é contado ao longo de 3 décadas por vezes arrasta um pouco mas se não é completamente perfeito, com certeza é um filme espetacular e obrigatório para qualquer cineasta e cinéfilo.

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