Pianista e compositor de formação erudita, Paulo Francisco Paes é apontado como um dos jovens talentos de sua geração. Em sua promissora e premiada trajetória já se apresentou em espaços como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna, Theatro São Pedro, Porto Alegre, e Centro Cultural São Paulo, entre outros. Na Europa, tocou na Sala Villa Lobos, em Paris, na Sala Palestrina, em Roma, e Teatro Amaya e Casa de América, em Madri. Respeitado também no meio cinematográfico, Paulo já compôs obras para filmes de Tizuka Yamasaki, Marco Schiavon e Paulo Thiago. No dia 2 de maio, às 18h30, o artista faz recital no Espaço Guiomar Novaes na Sala Cecília Meireles, no Centro da cidade, tocando composições autorais e peças de Sergei Rachmaninoff e Frédéric Chopin.

Paulo Francisco fala sobre a escolha do repertório feita para a apresentação na Sala Cecília Meireles. “Sempre estudei muito as grandes obras do repertório erudito e tenho muito prazer em tocá-las, sobretudo Chopin que é um dos meus compositores prediletos”, diz ele, argumentando que desde o início de sua carreira procura mesclar em seus recitais peças de sua autoria com a de compositores que admira. “Meu recital seguirá essa linha, será uma mistura de composições conhecidas de Rachmaninoff, Chopin e de peças minhas”.

Em seu primeiro CD, Chão de Nuvens, lançado há três anos, Paulo compôs peças para piano solo e duos, O disco contou com a participação de músicos como Leo Gandelman e Paulo Sergio Santos. Agora, além de se apresentar em recitais, Paulo Francisco Paes se prepara para lançar um novo CD com composições de sua autoria. O artista tem feito ainda projetos para cinema. É ele quem explica sua relação com a Sétima Arte. “Tenho uma enorme relação com o cinema por ser filho de cineasta. Desde muito novo adorava assistir os grandes clássicos do cinema, que sempre tinham grandes trilhas sonoras. Nino Rota, Ennio Morricone, Michel Legrand e Bernard Hermann. Eles sempre me arrebataram com suas trilhas geniais”, conta o pianista, ressaltando que desde que começou a compor, encontra no cinema um espaço aonde pode unir sua paixão pelas duas artes: música erudita e cinema.

A paixão pela música erudita, aliás, foi despertada na família. Apesar de ser filho de pai cineasta e mãe produtora de cinema, ele foi um influenciado por um tio pianista popular e por uma tia pianista erudita. “Comecei a estudar piano aos 11 anos e, basicamente, tive essa influência familiar. Desde que comecei foi uma paixão e não larguei mais, sempre tive muito apoio da família neste sentido. Comecei a compor quando estava morando em Madri, quando tinha 26 anos”. Paulo Francisco Paes também fez incursões em trilhas de televisão e teatro. Na série Rondon, O Grande Chefe, de Marcelo Santiago, produzido por Luís Carlos Barreto e Poltrona 27, série em seis capítulos de Paulo Thiago, exibida recentemente no Canal Brasil. Assinou a trilha da peça Emily, dirigida por Eduardo Wotzik e A Prostituta Respeitosa, de Silvio Guindane. Compôs a trilha da peça A atriz, dirigida por Bibi Ferreira.

Programa do Recital – Sala Cecília Meireles
Sergei Rachmaninoff
Prelúdio Op.23 Nº 4, em Ré Maior
Frédéric Chopin
Balada Nº 3, Op.47, em Lá Bemol Maior
Scherzo Nº 4, Op.54 em Mi Maior
Paulo Francisco Paes
Reminiscências
Valsa Netuno
Fantasia
Infinitos
Valente

SERVIÇO:
Recital : Paulo Francisco Paes
Local: Espaço Guiomar Novaes na Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47 – Lapa)
Dia: 02 de maio de 2017
Hora: 18h30m

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