Quem nunca quis ter o poder de desejar algo e ver se realizar pouco depois? Mas e se o preço a pagar fosse em sangue? Essa é a premissa do filme 7 Desejos com estreia marcada para 13 de julho. O longa conta a história de Claire Shannon (Joey King), que recebe de presente uma caixa de origens duvidosas, com insígnias em chinês que explicam que “para fazer um desejo, basta posicionar as mãos por cima da caixa”. Claire passa a usar a caixa a seu bel-prazer, mas não percebe que as mortes de pessoas cada vez mais próximas dela, são o preço a se pagar por cada desejo realizado.

Com a ajuda de Ryan Hui (Ki Hong Lee), um amigo da escola, Claire descobre que essa caixa de Pandora veio diretamente da China, e desde os tempos de outrora vem realizando desejos e matando pessoas, passando de mãos em mãos até chegar a garota. A entidade que mora dentro da caixa pede uma vida em troca do pedido realizado, e quando sete forem cumpridos, a caixa reclama a vida de quem os fez. Apesar de parecer um problema de fácil solução (apenas, pare de fazer pedidos), Claire não consegue parar, mesmo quando todos aqueles próximos dela morrem um a um, pois não quer abrir mão do que desejou e voltar a vida miserável que tinha antes.

Praticamente uma releitura do clássico A Pata do Macaco, o filme conta com uma premissa que deixa em aberto diversas possibilidades: “E se ela desejar mais desejos? Ou mais caixas? Ou que a caixa jamais tivesse existido? Ou que a caixa não mate ninguém?”. É claro, nenhuma das alternativas é explorada preferindo escolher a opção mais óbvia do diretor John R. Leonetti: que tudo ocorra conforme planejado.

Com mortes bem no estilo da franquia Premonição, ou seja, difíceis de justificar em uma situação da vida real. Eles te levam a destacar a burrice dos personagens, enquanto fazem aguardar na ponta da cadeira, com ansiedade, o desfecho de cada morte. O que se pode parabenizar na construção de cada uma, é um elogio ao maquiador, que fez um ótimo trabalho em trazer nojo ao público principalmente no primeiro pedido de Claire, que consiste em fazer a garota mais popular da escola apodrecer.

Dentro da clássica atmosfera de filme de terror adolescente, o roteiro deixa a desejar, com frases clichês, observações óbvias e interlocuções que nada acrescentam à narrativa. Por outro lado, a narrativa não se arrasta e chega a testar pelo menos um dos limites de ter uma caixa que pode realizar qualquer desejo, o de trazer pessoas de volta à vida. E se tudo parece seguir uma linha padrão até quase o final, surpreende com um desfecho fora do comum.

Atenção aos apressados! Existe uma cena pós-créditos que eleva os níveis de burrice dos personagens, mas que faz sentido com o desenrolar dos fatos. Apesar de não ser um filme profundo, que explora possibilidades ou desafia o comum, 7 desejos é uma boa recomendação para quem curte sustos leves, mortes bizarras e filmes de terror banais. Afinal, quem não faria de tudo pela oportunidade de pedir o que quiser a uma caixa amaldiçoada? Talvez pessoas com noção de perigo, mas Claire certamente não é ela e é isso que torna a obra, uma interessante observação da vontade humana de ter tudo que puder custe o que custar.

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