“Como nossos pais”, o filme de Laís Bodansky traz Maria Ribeiro como a estrela de um drama familiar e filosófico. A história de uma mãe de família que tem que lidar com sua própria mãe lhe revelando segredos de grande importância. Como letra de música, a trama se desenrola levando o espectador a perceber que por mais que desejemos um futuro diferente, por mais que imaginemos caminhos, a realidade sempre vem e nos coloca onde devemos estar – Nem mais, nem menos, do jeito que sempre foi, como nossos pais.

A cinematografia consegue romantizar uma atmosfera tipicamente brasileira, e faz isso com maestria. Maria Ribeiro, que merecia há tempos papel com sua ressonância dramática, consegue, com muita suavidade, mas precisão nas emoções que alcança. Paulo Vilhena também brilha na figura do marido antropólogo. Ainda estão no elenco, Clarice Abujamra, Felipe Rocha, Jorge Mautner e a pequena Sophia Valverde.

“Quando a gente tem filho, a gente – pelo menos comigo foi assim – você começa a questionar o jeito que foi criada”, diz Maria, fazendo um balanço tanto do filme como de sua experiência como mãe.

Não há nada além de boas atuações e de uma direção sensível. Locações modestas, o terroir sul-americano. Sensibilidade à flor da pele. O filme ganhou seis Quiquitos na premiação do Festival de Gramado de 2017 (melhor filme, direção, montagem, ator, atriz e atriz coadjuvante).

 

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