Que Stephen King é um dos mais adaptados escritores de todos os tempos não é novidade nenhuma. Seu estilo de escrita baseado em construir o terror encima de elementos característicos da década em que a obra está sendo desenvolvida não só cria uma ligação com o leitor como facilita para diretores e roteiristas criarem filmes baseados nesses livros.

Em Christine, o diretor John Carpenter ( Halloween) traz a história de um jovem nerd dos anos 80, vítima constante de bullying, que decide comprar um carro antigo para melhorar a autoestima. Não demora muito e os bullies começam a ser assassinados, ao passo que a ligação do protagonista com o carro se intensifica.

Aproveitando-se da leva de filmes adolescentes e dramas escolares da década, Carpenter consegue fisgar a atenção do espectador com esse clima conhecido ao mesmo tempo em que não se esquece que está adaptando uma história de terror. Temas como bullying acabam por serem abordados e tendo sua importância no enredo.

O assinante que é fã dos anos oitenta, em todas as suas formas, terá um banho de nostalgia ao mesmo tempo em que mortes no estilo “Slashers” não faltarão. Leitores fieis de King também encontraram nessa adaptação uma representação fiel, na medida do possível, aonde a fantasia horripilante do autor casa com o modernismo daquele tempo.

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