Por Pedro Marques

O filme gira em torno de Sam (Harriet Dyer) e Ian (Ian Meadows), um casal que resolve passar o ano novo acampando em uma praia isolada, e lá se deparam com uma barraca, onde uma família também acampava. Um pouco decepcionados em não serem os únicos da praia, o casal tenta relevar e fazer de suas férias as melhores possíveis. Sem imaginar o porquê de nunca encontrarem seus vizinhos, e o aparecimento de um bebê, o filme aposta nesse mistério, como também na violência e suspense das cenas dentro da floresta. Porém, nada disso é novo para os amantes de filmes de terror, e o filme rapidamente se torça maçante e chato. O lugar comum do filme de terror, que se passa em um lugar isolado, bonito, onde as férias logo se tornam motivo de pânico, não surpreende em nada.

A violência psicótica inserida não parece ter muito sentido, uma vez que o filme não cria o clima necessário para assustar, onde a tensão é mínima, se tornando um filme comum com cenas violentas, dentro de um clichê. Ao invés de assustar e impor medo, a tensão dá lugar ao sono, em que você torce apenas para o filme acabar logo. As perseguições dentro da floresta, as cenas violentas a troco de nada, com vilões que não têm muito propósito no que estão fazendo, poderia ter sido um episódio de CSI, com crimes em uma cidade pequena, e talvez tivesse dado mais certo. Em um roteiro criado para entregar um clima sombrio, que não se perguntou em momento algum: “Por quê torcer pela vida desses personagens?’’. O filme vai caminhando pro fim, e o espectador tem a sensação de que tanto faz se todos morrerem. Quem são eles? Por quê devem ser queridos? Em momento nenhum somos envolvidos na história, e não nos importamos com o seu final. Vontade de levantar e ir embora.

Fica confuso, se foi uma escolha mal feita dos elementos para tentar fazer um suspense diferente, onde a história do casal principal, e aqueles que estavam acampando ao lado, são entrecruzadas, dando a entender que a história vá fazendo sentido aos poucos. Conforme o filme vai passando, nada demais acontece, nos resta compreender que foi só isso mesmo. Mais um filme na minha lista de filmes de terror, sem inovar em nada.

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