Por: Leandro Fonseca

Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados americanos de sangue judeu, conhecido como “Os Bastardos”, são selecionados para espalhar a aqueles que integraram o exército do Terceiro Reich. A missão do grupo, liderado pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt), é caçar brutalmente os nazistas, sem medir consequências. E é esse ambiente que serve de fio condutor para essa brilhante obra de Quentin Tarantino, o diretor aqui mais uma vez consegue imprimir a sua marca e deixar cada segundo do filme impregnado com seu DNA, não seria preciso nem mesmo assinar os créditos.

O filme inicia numa França dominada por Hitler, onde  Shosanna (Mélanie Laurent) escapa de ser executada junta a sua família pelas mãos do coronel nazista, o implacável Hans Landa(Christoph Waltz), aliás falando no vilão, é um personagem que consegue roubar a atenção em todas as cenas em que aparece, não por acaso o ator austríaco abocanhou o Oscar de melhor ator coadjuvante de 2009, além de um Globo de Ouro e prêmio máximo também no aclamado Festival de Cannes.

Apesar de ter parecido intencional, talvez para não ter que explicar muito da construção dos personagens, as atuações dos outros atores acabaram ficando muito caricatas, principalmente a de Hitler que embora aqui não tenha muita importância na condução da história, poderia ter sido melhor aproveitado.

A trama dividida em capítulos vai mostrando as histórias paralelas dos Bastardos, de Shossana e do exército nazista, até o grande encontro dessas histórias.

As cenas de ação são muito marcantes e sangrentas, o que divide opiniões, mas quem conhece Tarantino, já sabe o que esperar. Outro destaque são a fotografia e o figurino, tudo muito convincente para ambientar o espectador. Os diálogos também estão excelentes. A escorregada fica por conta da trilha sonora que traz umas músicas Pops muito a frente do tempo que causam certa estranheza e incômodo.

Talvez um pouco mais de ação envolvendo os bastardos também seria interessante, afinal o filme é sobre eles, não?

Vale lembrar que essa não é a verdadeira Segunda Guerra Mundial, essa é a Segunda Guerra Mundial do Tarantino, portanto esqueçam um pouco os livros de história e trate de se divertir.

 

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