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    Ação e suspense em “O Sequestro” protagonizado por Halle Berry

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    Caro amigo leitor do Rota Cult, antes de começarmos essa resenha, uma pergunta básica, o que acontece com a nossa querida e talentosa Halle Berry? Essa interrogação permeia a carreira dela desde que ganhou sua estatueta de melhor atriz em 2001 pelo filme A Ultima Ceia. Esperávamos no mínimo escolhas melhores de uma oscarizada, mas enfim, fica a pergunta e vamos ao que interessa.

    A trama de O Sequestro, seu mais novo filme, se inicia em um agradável dia no parque, mas que se torna trágico quando vê seu filho de seis anos, sendo levado por dois estranhos. Sem telefone para chamar a policia, ela inicia uma caçada insana por conta própria para resgatar seu filho.

    Vamos por partes, o filme começa bem interessante com um prólogo bem bonito, mostrando o crescimento e a criação da relação de mãe solteira com o filho por meio de fotos, vídeos caseiros, já deixando obvio a sua ligação com ele, e com certeza o publico sente isso.

    Porém essa ligação e tudo que o filme poderia acrescentar para o espectador, não dura 15 minutos, já que a decisão do diretor ( já falaremos deste ser!!!) é mostrar desenfreadamente a perseguição, um clássico filme de gato e rato, onde as coisas vão se desenvolvendo dentro dessa estrutura.

    O filme é uma simbiose de Uma chamada de Emergência ( com a própria Halle Barry ) é o excelente Breakdown – Implacável Perseguição ( Com Kurt Russel ) só que bem inferior do que os dois.

    Deixando claro que o filme é perseguição em seus 90%, obvio que a direção de Luis Prieto, seria fundamental para que a trama se desenrolasse de forma fluida e que sua direção de câmeras também fosse inteligente, só que não. Na verdade tenho certeza de uma coisa, ele não sabia o que estava fazendo, o diretor de fotografia não sabia o que estava fazendo, a trilha não tem sentido com o que esta sendo visto na tela, e o que fica nítida e sepulta toda parte técnica do filme, pasmem amigos, ele não sabe dirigir perseguição de carro, usando uma enxurrada de corte sem sentido e mais, em uma determinada cena, ele escolhe cortar, e inserir tela preta, cortar e tela preta.

    O roteiro é ruim, os diálogos da protagonista são ruins, nem para colocar um personagem atuando com ela, para não deixar que ela fale sozinha quase o filme todo, as motivações e as decisões dos personagens são um verdadeiro atestado de demência coletiva, eu como amanheci de muito bom humor, tomei um belo café da manha antes de entrar na sala, ativei a suspensão de descrença nível 100 e entendi que isso seria possível, em se tratando de pessoas com o nível de estresse elevado e em situação de extremo perigo.

    Sabe o que parece? Que faltou cena. Faltou variação de plano para situar o espectador no tempo e espaço, as sequencias nas diferentes estradas se repetem o tempo todo, ate o raio do plano holandês ele insere com outro objetivo, lembrou meu primeiro curta metragem com 15 anos de idade, onde deixava a câmera de lado por achar estiloso, tudo errado com o digníssimo Luis Prieto.

    Depois dessa avalanche de elogios, vocês devem estar se perguntando, o que de bom tem nesse filme. Vamos lá, o terceiro ato por incrível que pareça, funciona. O filme envereda por um suspense que tem um pouco de coerência com tudo que a personagem viveu durante aquelas horas, tem bons efeitos sonoros, para dar sustentação ao suspense. Pena que é bem curtinho e com frases super clichês que soa engraçado.

    Pra finalizar, O Sequestro é ruim em sua estrutura básica de filme, o que impossibilita  maiores destaques, que aqui só posso deixar para a nossa querida Hally Berry, que apesar da senhora ser uma ótima atriz e ainda conseguir segurar grande parte do filme sozinha, precisa urgente de um agente melhor para escolher bons projetos. Fica a dica.

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