Foto : Mauricio Santana/Getty Images for Paramount Pictures

Nesta terça-feira dia 19, a crítica especializada teve a oportunidade de ouvir as considerações sobre o lançamento mais aguardado da semana nos cinemas, Mãe!, direto da fonte! Darren Aronofsky concedeu uma breve entrevista coletiva e posou para fotos num shopping na zona oeste de São Paulo.

Bastante à vontade, o cineasta foi receptivo aos vários questionamentos quanto ao roteiro, escolha de casting, polêmicas envolvendo cenas específicas e detalhes técnicos.

Há algumas semanas em meio a promoção do longa, divulgou-se a informação de que Darren havia escrito todo o roteiro em apenas cinco dias. E este foi um dos primeiros temas abordados. Ele esclareceu que seu processo criativo sempre se dá desta forma, tendo praticamente toda a história em mente e a colocado rapidamente em um primeiro rascunho. Mas que obviamente, deste primeiro “draft” até a materialização da obra, muita coisa tende a ser adaptada.

Foto: Mauricio Santana/Getty Images for Paramount Pictures

Ainda sobre esse momento de anúncio e promoção do filme, muito se falou sobre uma referência ao thriller O Bebê de Rosemary, um suspense clássico dos cinemas. Afirmação logo descartada por ele, que diz que sim, se aproveitou da associação, mas que Mãe! não tem absolutamente nada a ver com o filme de Roman Polanski. Ele complementou dizendo que seu mais novo filme não se encaixa em nenhum gênero específico. No entanto, ele admite que o trailer oficial dá uma ideia muito distinta do que o filme realmente trata, e que isso sim, foi intencional.

Sobre a escolha de Michele Pfeiffer, Aronofsky disse que ouviu que a atriz, após um longo recesso, estava disposta a voltar a trabalhar. Ele não hesitou em contatá-la. Pfeiffer propriamente aceitou o desafio, e acabou sendo peça chave na trama.

Questionado sobre o seu estilo, bastante autêntico e tendo outras obras de sua autoria comparadas, o cineasta afirmou que em todos os seus principais filmes, os personagens carregam algo essencialmente dele, e disse ainda que todos os roteiristas e cineastas que conhece usam do mesmo ingrediente, o que ele acha totalmente compreensível.

Disse ainda que, embora o casting contemple nomes consagrados de Hollywood, os quatro atores jamais fizeram papeis parecidos, e este foi um ponto crucial na escolha dele. A ideia era gerar inquietude e tirar algo mais da atuação dos quatro, mas que caso não fosse este o elenco de Mãe!, o filme ainda seria impactante.

Sobre curiosidades técnicas, Aronofsky disse que este filme teve mais efeitos visuais do que a mega produção Noé (2014), e que a principal sequência de cenas do filme demorou 18 dias para ser filmada. A casa, cenário único da trama, foi construída de fato num campo isolado, para que os takes diurnos tivessem a iluminação mais real possível e para que as cenas de destruição fossem mais verídicas. Uma réplica desta mesma casa foi construída em estúdio, para a melhor captação de som, edição e efeitos visuais. Quanto às tomadas de câmera, apenas três. Uma sobre o ombro, por trás da cabeça de Jennifer, um close frontal da atriz e uma câmera de perspectiva, como se fossemos os olhos da personagem. “A ideia é que o filme inteiro seja visto como se estivéssemos em seu lugar”, completa.

Com relação aos aspectos políticos, comportamentais e até religiosos da trama, Aronofsky diz que, embora, haja elementos que levem a tais interpretações, as intenções de sua metáfora são outras. Ele diz também saber que muita gente não ficará feliz com seu mais novo trabalho, mas que sua intenção é justamente impactar, chocar, e sobretudo fazer um alerta e provocar reflexão.

Ao finalizar a entrevista, foi perguntado sobre o que se tratava o filme afinal. Suas explicações contém “spoiler”, portanto, assistam Mãe! o mais rápido possível e façam suas próprias conjecturas. Mas se querem uma pequena dica, ela está no pôster de divulgação do filme. Cabe a cada um interpretar.

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