O Festival MIMO de Cinema ocorre paralelamente à programação musical do MIMO Festival e é inteiramente dedicado a produções inéditas que tenham como fio condutor a música. São obras de diferentes gêneros, que cativam a plateia desde a primeira edição em 2004, com projeções ao ar livre, em telões, tendas, cineclubes e salas de exibição. No Rio de Janeiro, o festival vai acontecer no Cine Odeon, na Cinelândia. Com direção e curadoria de Rejane Zilles, as sessões de cinema contarão com a presença dos diretores das obras.

Um dos destaques da programação neste ano é o filme convidado Na Via Láctea, do cineasta e músico Emir Kusturica, que marca a primeira colaboração entre o diretor sérvio e a atriz Monica Bellucci. Ainda inédito no Brasil, o filme será exibido na noite de abertura do festival, na sexta-feira, 10 de novembro, e contará com a presença do renomado cineasta para apresentar a sessão. Kusturica também participa do festival com o show da sua banda, The No Smoking Orchestra, no sábado, 11 de novembro, na Marina da Glória.

Também se destaca no festival o longa Fevereiros, que segue os passos de Maria Bethânia no Carnaval de 2016, quando foi homenageada pelo vitorioso enredo da Mangueira, “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”.

https://www.youtube.com/watch?v=sJ07Ls7alEk

Sobre Noiz, dirigido por Emicida, perscruta o universo do elogiado disco “Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa”, do próprio músico, que narra o filme gravado em Angola, Cabo Verde e no Brasil.

O inédito Híbridos, os espíritos do Brasil de Vincent Moon e Priscilla Telmon, será apresentado em sessão de pré-estreia no Rio, traz o tema dos rituais religiosos Brasil afora e toda a musicalidade que emerge desses fenômenos sociais. O Som do Tempo, que conta 20 anos de história do rap carioca, através de imagens históricas e depoimentos de seus protagonistas, também terá sua primeira sessão no Cine Odeon.

Também há na programação cinebiografias que narram a trajetória de ícones da música popular brasileira. É o caso de Torquato Neto – todas as horas do fim, sobre a vida e obra do poeta em diversas manifestações artísticas (a começar pela música) e o seu protagonismo na revolução cultural brasileira nas décadas de 1960 e 1970. Ele ficou conhecido como “o anjo torto da Tropicália”.

Premiado no Festival do Rio 2016, nas categorias “Melhor direção de documentário” e “Melhor fotografia”, o longa-metragem Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos traz, em tom de fábula, um recorte do sertão contemporâneo, onde convivem festas de debutantes riquíssimas e pessoas e animais em paisagens áridas.

Para completar, a guitarra brasileira, que remonta à viola machete no Recôncavo Baiano, tem a sua história narrada em “Sotaque elétrico”, de Caio Jobim e Pablo Francischelli.

Fechando a programação, uma rica seleção de curtas-metragens, onde a música também é protagonista.

Informações e programação: www.mimofestival.com

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