Ícone do pensamento filosófico feminista e uma das principais representantes do movimento existencialista francês do século XX, Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 9 de janeiro de 1908. No dia em que completaria 110 anos, a Nova Fronteira anuncia o lançamento de algumas de suas principais obras em edição especial para 2018.

Em uma parceria exclusiva com a Amazon, a editora lança em abril um box com a trilogia autobiográfica da autora e filosofa,  que inclui as obras Memórias de uma moça bem-comportada, A força da idade e A força das coisas, o primeiro volume da sua autobiografia. Já o livro A força da idade – que em fevereiro também ganha edição especial pela Coleção Clássicos de Ouro, com prefácio de Mirian Goldenberg – compreende um período particularmente fecundo da trajetória de Simone de Beauvoir, de 1929 a 1944. Completando a trilogia, a terceira parte de suas memórias em A força das coisas, onde inicia-se na Paris da Libertação, com a abordagem de acontecimentos políticos, relatos de viagens, pessoas e filmes que marcaram sua vida.

O Segundo Sexo

Lançado em 2016, o box especial da Nova Fronteira traz a divisão original de O segundo sexo em dois volumes. No primeiro volume, a autora aborda os fatos e os mitos da condição da mulher numa reflexão fascinante. Já no segundo, Simone analisa a condição da mulher em todas as suas dimensões: sexual, psicológica, social e política.

Em 1949, Simone de Beauvoir deu vida ao que veio se tornar uma das maiores referências para o movimento feminista até hoje, consagrando a francesa na filosofia mundial. O segundo sexo explora diversas áreas ligadas à condição da mulher, trazendo análises históricas, filosóficas, econômicas, sociais e biológicas baseadas na própria história de vida da autora.

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.” ficou conhecido como o trecho emblemático que desmascara a formação histórica dos estereótipos da construção de gênero. Apostando na crítica ao patriarcado, a obra-prima de Simone de Beauvoir traze teorias que explicam como os privilégios masculinos forjaram uma suposta fragilidade feminina, e, consequentemente, colocaram a mulher em um lugar inferior.

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