Ator do Zorra Total nos
últimos anos, Antonio Fragoso está no elenco do filme Farofeiros, onde contracena com  Maurício Manfrini, Cacau Protásio, Danielle Winits, Aline Riscado, Nilton Bicudo, Charles Paraventi. Em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, o filme se passa no meio de um feriadão com direito a muita “farofada”.

Como o seu background carregado de personagens icônicos te ajuda a cada novo passo na carreira?
Antonio Fragoso – É o que eu amo fazer. Criar personagens diferentes um do outro e sempre verdadeiros. Pra mim a graça está aí.

-Você sempre soube que seria ator? Como foi a sua jornada na profissão e na escolha por seguir a linha da comédia?
Antonio Fragoso – Resolvi ser ator tarde, eu acho. Aos 22 comecei, mas assumi que era com isso que pagaria as contas aos 25. Levei um susto. Nunca pensei que seria tão difícil.

A formação de um ator da comédia difere daqueles que correm atrás de outros gêneros?
Antonio Fragoso – Acredito que a comédia já nasce com você. A princípio quis ser ator, e a comédia veio sempre junto.

– Em Os Farofeiros você trabalhou ao lado de Robetor Santucci, que já dirigiu Até que a sorte nos separe, De Pernas pro Ar e Um Suburbano Sortudo, como foi trabalhar com esse expoente do cinema cômico brasileiro?
Antonio Fragoso – O Santucci é um excelente diretor. Sabe o que quer. Sabe escolher seu elenco com precisão. Isso resolve muita coisa. Faz comédia, mas trabalha sério. É sempre um prazer trabalhar com o Santucci.

 Como é o clima num set de filme de comédia? Tem muita improvisação e diversão, ou assim que as câmeras começam a rolar o trabalho fica sério? 
Antonio Fragoso – Dependendo do personagem existe mais ou menos espaço para o improviso. Algum sempre tem. Foi uma diversão filmar com esse elenco maravilhoso.

Nos fale sobre o seu personagem Alexandre e como ele funciona em Os Farofeiros.
Antonio Fragoso – O personagem Alexandre é o mais sério do grupo. Porém embarca nessa aventura farofeira. Um chefe exemplar com a missão de demitir um dos funcionários. É uma espécie de contra ponto. A visão de fora, com uma certa cumplicidade com o espectador. Deu muito certo o contraste com Cacau Protásio, Mauricio Manfrini, Elisa Pinheiro e Charles Paraventi. O elenco todo tem uma química perfeita.

Você sempre se mostrou uma pessoa muito ligada a família, você sente que nas filmagens, seja de longas ou de programas como o Zorra Total, seus colegas se tornam sua família temporária?
Antonio Fragoso – São colegas que eu encontro muito. São parte da minha família. Uma continuação.

Os Farofeiros têm surpreendido muitos críticos por seguir uma linha verdadeiramente engraçada e longe do clichê brasileiro de filme de comédia, podemos esperar uma nova safra de comedias nacionais?
Antonio Fragoso – De alguns anos para cá surgiram uma safra de comediantes incríveis. Alguns estão no filme.

Para você, qual é a importância de fazer comedia no Brasil?
Antonio Fragoso – O público se identifica muito. Temos tradição de grandes comédias desde Oscarito e Grande Otelo. É uma diversão fundamental para um povo que passa por tanta dificuldade.

 

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