Bruno Bellarmino está de volta as telinhas. O ator que ficou conhecido após interpretar Luisão em “Supermax”, da Rede Globo, está na série “Rio Heroes”, que estreou dia 24 de fevereiro na Fox.

A produção recria o ambiente de vale-tudo dos anos 90, contando a história de um lutador brasileiro de jiu-jitsu chamado Jorge Pereira (Murilo Rosa) que, cansado de obedecer as regras das lutas, criou o campeonato clandestino de vale tudo “Rio Heroes”.

 Bruno viverá Jair Cabeçada, um rapaz evangélico que sonha em ascender na vida através da luta e, além das dificuldades, vive um drama com o irmão mais novo, viciado em drogas. “O Jair vai levar o irmão para esse universo das lutas, onde o sujeito, para obter sucesso, depende de força, concentração e no caso dele, muita oração também”, conta ele.

A série fala muito mais do que lutas, o seu personagem vive um drama particular com o irmão, e a importância de trazer a luz esses temas leva grande importância, como você lida com essa responsabilidade no papel?

O que vemos quando o lutador está no ringue é o objetivo dele enquanto profissional. Mas a trama que existe fora dos ringues é o que motiva e torna os bons lutadores dos Heróis. E o Jair Cabeçada tem esse drama muito presente na vida dele. Ele quer que o irmão veja o quanto a disciplina fortalece os ideias e planos de ter uma vida bem sucedida. E com esse mote ele resgata o irmão pra conviver com esses valores.

Como foi a construção do seu personagem? E a linha de treinamento e preparação física para atuar como um lutador?

Bruno Bellarmino – Eu já pratico artes marciais, então já estava com o corpo preparado pra exercer essa atividade. No entanto, foi a primeira vez que faço um personagem evangélico. Dai, fui mais em busca do conceito que existe nessa religião pra dar forma ao Jair cabeçada.

Você sempre gostou de jiu-jítsu e esportes de luta, você teve desafios nesse projeto ou foi mais fácil por já praticar o esporte?

Bruno Bellarmino – Fazer personagens lutadores exigem demais do ator. São vários takes de cenas pesadas de luta e, nesse processo nada fica fácil. Eu utilizava bastante a “Fé” do Jair pra me manter firme lá enquanto gravava as cenas dele. Doido isso, né?! Utilizar uma fé fictícia pra me manter forte na realidade.

A série trata do universo das lutas clandestinas, quanto de real e ficção, a série pretende elucidar?

Bruno Bellarmino – Nas cenas de luta do “Rio Heroes”, procuramos por uma realidade presente no que era na época do evento real. As lutas eram agressivas por conta da inexistência de algumas regras. Eu achei as cenas bastantes fiéis às lutas originais.

Qual é posicionamento da série sobre a violência no esporte? E o seu?

Bruno Bellarmino – A série conta a história fiel do Jorge Pereira. De acordo com que ele contou. Ela retrata um época do início do MMA onde não havia regras específicas do esporte, como: chutar a cabeça do cara enquanto ele estava deitado no ringue. O que é proibido hoje em dia. Eu particularmente não acho legal essa liberdade da pancadaria. Acredito que hoje em dia o esporte está mais seguro para os atletas. O que ocasiona em um tempo maior de carreira.

O que te atraiu em ‘Rio Heroes’? E por que as pessoas deviam assistir ‘Rio Heroes’?

Bruno Bellarmino – Eu gostei da história do Jair Cabeçada. Esse drama que ele tem com o irmão me fez refletir bastante sobre minha família. Cuidar deles é o meu grande objetivo. E essa narrativa me motivou a fazer parte do “Rio Heroes”. A série tá bem bacana por conta dessa naturalidade que ela narra esse evento. Não existia glamour nem fortuna. Lá, eram sonhos reais inseridos numa natureza cruel de batalha. As pessoas que assistirem o Rio Heroes irão se identificar pelas histórias que acontecem por fora do ringue.

O personagem exigiu um processo físico muito grande, como você faz para balancear vida pessoal vs. Profissional?

Bruno Bellarmino – Eu treino Jiu jitsu pra canalizar minha energia. Sou um sujeito muito ansioso e viver em São Paulo sem a ajuda da luta não seria nada fácil. Aliado a isso eu também faço Cross. Na verdade, gosto de tudo que me deixe com a sensação de que sai de uma grande luta.

Você poderia contar um pouco sobre seus próximos projetos?

Bruno Bellarmino – Esse ano tenho boas estreias. Além do “Rio Heroes”, estarei no “3%” da Netflix. No “Mil Dias”, série do Canal History, que narra a construção de Brasília, “Natureza Morta” série policial que faço com a Nanda Costa e o Erom Cordeiro produzida pela Cine Brasil, e o longa O último Jogo produção Brasil/ Argentina. E quero contar mais histórias!

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