Por Tarsso Freire Sá:

A fé é algo complicado de se comentar, em qualquer lugar do mundo. Mas no caso do documentário, João de Deus, ele trata de falar mais do homem do que da fé, apesar de ela estar em toda parte no filme.

Com narração em off da atriz, Cissa Guimarães, a obra conta um pouco sobre João Teixeira de Faria, no Brasil conhecido como João de Deus ou João de Abadiânia e em outros países como John off God, é um médium curador espírita, filantropo e fazendeiro mundialmente famoso por realizar tratamentos espirituais, principalmente as chamadas cirurgias espirituais. O médium ganhou reconhecimento mundial após receber apoio da famosa entrevistadora e empresária, Oprah Winfrey. Ele coordena várias casa de ajuda aos necessitados em Abadiânia, que fornecem comida, roupas, até material escolar. Todas essas organizações não pedem nada como pagamento, todos os seus serviços são gratuitos.

As câmeras mostram relatos de cura, da infância e juventude de João, sua luta contra o câncer de estômago. E mostram as tais cirurgias espirituais, que são um pouco chocantes. Há um que o homem, literalmente, raspa a córnea de uma mulher usando uma faca de cozinha, supostamente para cura-la de catarata. Incluí também várias incisões para realização de sangrias, que pelo poder de Deus curam as pessoas que visitam o centro no qual João preside. Importante comentar que apesar de João realizar esses procedimentos de cura, ele não nega a medicina convencional, isso é deixado muito claro.

Olhando criticamente para a obra, tudo é muito raso. Não há um razão aparente para o filme, soa apenas como uma grande homenagem, talvez até propaganda, do médium.

João de Deus não é um filme de doutrinação, é sobre um homem considerado um santo por inúmeras pessoas do mundo inteiro. Sobre sua simplicidade, humildade e bom coração para com os outros.

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