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Três anos em cartaz, “Se Vivêssemos em um Lugar Normal” estreia no CCJF

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De 07 a 22 de junho de 2018, a Companhia Teatral Milongas apresenta no Centro Cultural Justiça Federal – às quintas e sextas sempre às 19h – o espetáculo de repertório “Se vivêssemos em um lugar normal”, que segue para sua 6ª temporada desde a sua estreia em 2015. Com passagem por festivais teatrais do Rio, Curitiba, Belo Horizonte, Pernambuco e Niterói, a montagem levou os prêmios de Melhor Espetáculo, Ator e Iluminação no 20º Festival de Teatro do Rio (2016). A tragicomédia é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, autor contemporâneo que tem se firmado como um nome forte da literatura atual.

Encenada, adaptada e dirigida por Roberto Rodrigues, o romance, de texto conciso, direto, leve, bem-humorado e irônico, narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem do melodrama mexicano. Dentro da “caixa de sapato”, apelido da casa em que vivem, no Morro da Puta que Pariu, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte.

Na iminência de ver a pequena moradia ser demolida pela chegada de um empreendimento imobiliário de alto padrão, cada membro da família cria subterfúgios, muitas vezes delirantes, para lidar com uma realidade cada vez mais opressiva. É neste cenário, sob o ponto de vista do personagem central, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que a sua família ocupa no mundo.

“Esse espetáculo norteou muitas escolhas que faço como ator, desde as buscas pelo aprimoramento técnico às pesquisas que desenvolvo no meu ofício. Essa criação se tornou também um guia para os meus novos trabalhos e me fez entender o papel social de um artista. Sigo em cena com o espetáculo por enxergar sua importância em muitos aspectos, e principalmente por ser uma obra visceral que segue se aprimorando”, afirma Roberto.

Sozinho em cena, o ator/personagem conta sua história, interpretando diversos papéis em um rico processo de composição corporal e vocal. A partir de um cenário composto apenas por um cubo de madeira, cria-se, com elementos puramente teatrais, a visualização dos espaços presentes na história.

A trilha sonora assinada pelo compositor e músico Victor Hora é executada apenas com trechos de guitarra e violão. O figurino criado pelo artista Bruno Perlato, e iluminação de Adriana Milhomem, ampliam o poder de comunicação que o texto e a encenação trazem. De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa história resulta em uma encenação deliciosamente subversiva.

Uma família que mora na favela está prestes a perder sua casa para a construção de um imponente prédio no local. A triste notícia causa uma reação particular em cada um: pai, mãe e os cincos filhos. É neste cenário, sob o ponto de vista de Orestes, um dos filhos, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que ocupa no mundo.

SERVIÇO
‘SE VIVÊSSEMOS EM UM LUGAR NORMAL’
Temporada: de 07 a 22 de junho de 2018.
Dia da semana: quintas e sextas as 19h
Local: Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241. Centro (metrô Cinelândia)
Ingressos: R$ 30 (inteira)\ R$ 15 (meia)
Duração: 60 minutos
Faixa etária:14 anos
Capacidade: 142 lugares
Gênero: Tragicomédia / Foto: Thiago Cristaldi Carlan

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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