Há quase 200 anos atrás, o Brasil declarou-se como um país independente, livre do controle do Império Português. Dia 07 de setembro, o dia que o Brasil deixou de ser colonia de Portugal, é um marco mais que histórico para o país, mas também cinematográfico. A história do Brasil inspirou muitos cineastas e nada mais do que justo revisita-los nesse feriado que celebra a liberdade. Nesse espirito patriota, reunimos alguns filmes sobre a história do Brasil:

Caramuru – A Invenção do Brasil (2001)
Nesta comédia de Guel Arraes e de Jorge Furtado, o Brasil ainda nem havia sido descoberto. Quem veio a descobrir o paraíso do Novo Mundo, foi Selton Mello, interpretando o pintor português, Diogo Álvares. O filme se baseia no poema épico homônimo, de que Diogo foi um náufrago que chegou a costa brasileira, vivendo muito tempo entre os indígenas, se tornando posteriormente auxiliador na relação entre os nativos e os colonizadores portugueses, e também fundador do município de Cachoeira, na Bahia.

O ponto central da comédia da obra é o triângulo amoroso de Diogo com as irmãs índias, Moema e Paraguaçu, personagens de Deborah Secco e Fernanda Pitanga. Relação abençoada pelo cacique da tribo, Itaparica, vivido por Tonico Pereira. Só esses quatro atores já criam a curiosidade de assistir ao filme, mas ele melhora quando Diogo leva suas esposas a Europa para ser “condecorado” Rei do Brasil.

Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil (1992)
Dirigido por Carla Camurati, o longa narra de forma satírica o período histórico da vinda da família real portuguesa pro Brasil. Como o título já deixa óbvio, o foco é a princesa manca e com bigode, Carlota Joaquina de Bourbon, interpretada pela talentosa Marieta Severo. Tendo como marido, Marco Nanini, como Dom João VI.

Apesar do teor altamente cômico, a produção mantém a alma da nobreza e enaltece a história nacional. Marieta Severo teve sua atuação muito elogiada pela crítica da época. Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil é um meio excelente de informar de como o Brasil saiu de uma colônia para um reino.

A Guerra dos Canudos (1996)
Também com direção de Sérgio Rezende, o longa aborda a revolta dos Canudos, que ocorreu no interior da Bahia entre 1896 e 1897. Os revoltosos, liderados por Antônio Conselheiro, viviam na miséria, pois a região sofria com uma forte crise econômica e social. Esperando uma salvação milagrosa, começaram a migrar para áreas mais ricas, ameaçando os poderosos latifundiários. Estes colocaram pressão sobre a República, recém formado, os obrigando a entrar em combate.

A trama gira em torno da personagem de Claudia Abreu, Luíza, que se recusa a seguir a família, seguidora de Conselheiro, interpretado por José Wilker. A jovem acaba vivendo de forma independente, virando prostituta. Através de sua realidade, Rezende demonstra a pobreza e fome que o sertão baiano sofria, e a onda de violência que o fanatismos religioso de Antônio Conselheiro criou.

Mauá – O Imperador e o Rei (1999)
A produção narra a história de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário do Brasil. Dirigido e co-roteirizado por Sérgio Rezende, o longa possui um espírito realmente didático sobre a história nacional.

A trama aborda ascensão e queda do Barão, mostrando seu profundo espírito patriótico, e que a corrupção brasileira vem muito antes da República. Conta também com vários fatos históricos como a venda do primeiro Banco do Brasil, e Guerra do Paraguai. O filme também se destaca pela excelência na parte de arte, principalmente nos figurinos. Sem falar no elenco de peso, com Paulo Berti, Malu Mader, e até o ator britânico, Michael Byrne.

 O Que É Isso Companheiro? (1997)
Baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira, a trama se passa durante a instauração do Ato Institucional 5, ou, AI-5, decreto que passou a censurar a imprensa e cassou uma série de direitos civis, durante a Ditadura Militar brasileira. Como ato de revolta, os grupos da esquerda guerrilheira, MR-8 e Ação Libertadora Nacional, sequestram o embaixador americano.

Dirigido por Bruno Barreto, o longa é um thriller que tem como plano de fundo a ditadura militar. Mesmo que Barreto tenha sido alvo de críticas pelo ex-guerrilheiros, por vilanizar os jovens revoltados contra o governo militar, sua obra foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de sua época. Sem falar no grande elenco formado por Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Luís Fernando Guimarães, e Alan Arkin como o embaixador americano.

Olga (2004)
Baseado no obra biográfica de Fernando Morais sobre Olga Benário, a alemã judia ligada ao movimento comunista. Protagonizada por Camila Morgado, Olga é uma militante comunista, cujo é dada a missão de escoltar Luís Carlos Prestes, vivido por Caco Ciocler, líder da Intentona Comunista de 1935. Infelizmente, Olga é presa, e deportada, ainda grávida, pelo governo Vargas para os Nazistas. Após ter sua filha, tem seu fim na Câmara de Gás.

Com direção de Jayme Monjardim, Olga é um dos maiores dramas da cinematografia brasileira, assim como um dos maiores sucessos de bilheteria. A trama, pesada e cheia de emoção, carrega a história de uma mulher que lutava por seus ideais. Além de Morgado e Ciocler, o elenco de peso também conta com Fernanda Montenegro no papel da mãe de Prestes, Osmar Prado como Getúlio Vargas, e Eliane Giardini interpretando a mãe de Olga.

Getúlio (2014)
Chegando já ao fim da Era Vargas, o longa narra os últimos dias do presidente Getúlio Vargas, em que ficou isolado no Palácio do Catete. Quebrando o maniqueísmo quando a Vargas, o filme dirigido por João Jardim consegue passar o tensão imensa que culminou no suicídio do presidente.

A atuação de Toni Ramos no papel do presidente transmite bem a tristeza e mágoa que Getúlio estava afundando. Adorado por milhões em sua época, Getúlio Vargas, fundador da Petrobras, é uma figura cheia de contradições. A decisão de seu suicídio fica clara em sua carta de despedida, assim como os Imperadores romanos de outrora, ele decidiu abandonar a vida é ser imortalizada na História.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here