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Livro sobre Sérgio Reis é lançado no Rio de Janeiro

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Conhecido como um dos maiores cantores sertanejos de todos os tempos, dono de carisma singular, Sérgio Reis já foi Johnny Johnson. Já cantou rock, já foi funcionário de uma companhia de seguros e estoquista no Bazar Lorde. Já foi fazendeiro, estrela de cinema e dono de pousada no Pantanal. Seu primeiro instrumento musical foi um pandeiro. Sua escola de música, as farras e serestas em família.

“Sérgio Reis: Uma vida, um talento” apresenta  detalhes surpreendentes de uma vida repleta de aventuras, conquistas e descobertas. Desde a história de seus avós paternos, que migraram da pequena vila italiana onde viveu o autor do clássico infantil Pinocchio, até a homenagem recente que recebeu na aldeia Ki-Kre-Tum, uma reserva caiapó do Pará.

O livro compõe uma saborosa viagem pelo cenário cultural de diferentes épocas do Brasil. Relembra a época áurea de cinemas paulistas como Marabá, Ipiranga e Marrocos, nos quais se exigia até dos adolescentes que usassem terno e gravata. Passa pela Jovem Guarda, pela Tropicália, pelos programas de calouro, pela era dos festivais, pelo BRock dos anos 80. Explica por que a viola é muito mais do que o símbolo da música do interior. E ainda traz à tona episódios marcantes do cancioneiro popular, como o show de Orlando Silva no Teatro Colombo, em 1937, quando o cantor acabou fazendo uma apresentação na sacada, para as 10 mil pessoas que não conseguiram entrar no auditório já lotado. Ou a história por trás da clássica canção Rosa, de Pixinguinha, que ganhou letra de um jovem e desconhecido mecânico do bairro carioca de Engenho de Dentro, nada menos que 15 anos depois de criada a melodia. Ao fazer isso, o livro resgata figuras fundamentais das artes brasileiras, como Teddy Vieira, o mais importante letrista de músicas sertanejas e responsável pelo sucesso de vários artistas caipiras, e João Pacífico, poeta fundamental do cancioneiro caipira-sertanejo. Foi este, aliás, quem fixou um estilo antigo e caipira de se declamar, antes da música, um texto que, de certa forma, prepara o tema central.

Sérgio Reis — que, na verdade, se chama Sérgio Bavini, mas que atende também pelo apelido de Serjão — buscou desde cedo um estilo diferente de cantar. Queria fazer sua arte sem os grandes arroubos dos nomes que faziam sucesso nas rádios, como Francisco Alves, mas também não desejava cantar com o estilo suave e quase jazzístico de Orlando Silva. A busca por uma marca própria norteou sua vida, levando-o a experimentar diversas vertentes artísticas. A biografia do artista mostra como foi o contato com a potência e a diversidade do país que levaram Serjão a encontrar seu caminho. “Desde cedo, o Brasil representou pra mim uma aventura que precisava ser descoberta”, afirma, em entrevista para o autor do livro.

Sérgio Reis: Uma vida, um talento traz, ainda, inúmeras fotos de época, além da discografia completa do cantor. Suas páginas revelam não apenas causos e fatos que despertam a curiosidade de amantes da música caipira, mas também compõem um retrato abrangente e sensível da exuberância que tem marcado a música popular no Brasil.

Serviço
Data: 14 de setembro, sexta-feira, às 19h
Local: Livraria da Travessa – Shopping Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A – Leblon)

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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