Alguns longas quando se iniciam, já sabemos onde irá acabar e infelizmente com Traffik não é muito diferente. Logo no primeiro momento é visivelmente apresentada a ideia de todo o enredo praticamente. Não entenda mal, a tensão apresentada durante a trama não é nada afetada por esse fato, mas a ideia de que uma pessoal normal será exposta a grandes perigos e provavelmente se tornará a grande ‘heroína’ fica clara.

O cinema cansa se nos apresentar pessoas completamente comuns, que são expostas à situações extremas e tem reações ainda mais extremas, como se as mesmas fossem criadas a vida inteira para aquele momento. Em alguns filmes de ação, a ideia funciona perfeitamente, já em outros como é o caso de Traffik: Liberdade Roubada, essa fórmula não é total eficaz em vários momentos, como se faltasse algum ingrediente para gerar a crença que aquela personagem passaria por tudo exatamente daquela maneira.

O longa conta a história de Brea uma jornalista muito empenhada, que decide dar um tempo para pensar na sua carreira, seu namorado John então propõe que eles passem um tempo a sós nas montanhas. Outros dois personagens são apresentados, Darren e Malia, um casal de amigos. Darren amigo de longa data de John é um bem-sucedido agente de esportistas, que oferece a casa na montanha para o casal.

As subtramas oferecidas pelo casal de personagens, como o temperamento explosivo de Darren ou a submissão de Malia, acabam ficando escondidos no meio de toda a trama e não se desenvolvem. Como era de se esperar, a viagem para as montanhas não será um conto de fadas e logo no meio do caminho eles acabam precisando lidar com um gangue de motoqueiros que são muito mais do que isso. Na verdade, o casal acabou esbarrando com um esquema de tráfico de mulheres, e claro, que com um jornalista na história, aí mesmo que nada iria ficar por isso mesmo.

Até chegar o ponto das cenas com um pouco mais de tensão, o filme exige um pouco de paciência do espectador, já que o desenvolver em alguns momentos se torna um pouco monótono. Um dos melhores pontos a se falar são os cortes, que é muito bem feito, a montagem utiliza em alguns momentos flash de tela preta, que dá um efeito assustador. Simbolismos de imagens invertidas verticalmente também se encontram presentes e acabam trazendo muita agonia nos momentos corretos.

Como em todo bom filme do gênero thriller, a trilha musical praticamente se veste de spoiler e antecede a ideia das cenas, funcionando melhor nas cenas de tensão, porém, traz um clima muito óbvio em outras cenas.

Traduzindo a escravidão clara e pura, Traffik pode ter seus defeitos, entretanto, apresenta a sua ideia e transmite a mensagem de maneira clara.

 

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