“Responda-me, Deus. Há anos que te pergunto por quê. Por que inocentes morrem e os culpados vivem? Onde está a justiça? Onde está o castigo? Ou será que já respondeu? Será que já disse ao mundo: ‘aqui está a justiça, aqui está o castigo.’ Aqui, em mim. – Essa fala é de O Justiceiro de 1989, uma adaptação do personagem homônimo da Marvel. Em A Justiceira, e ao invés de Dolph Lundgren, temos Jennifer Garner em busca de vingança.

Garner interpreta Riley North, uma mãe de família e funcionaria de banco. No dia do aniversário de sua filhinha, ela perde o marido e a filha, executados por conta de um problema com uma gangue de traficantes. Destruída, Riley, busca obter justiça da maneira convencional, porém ela percebe que todos a sua volta são corruptos, e não servem a verdadeira justiça. Então, ela mesma a fará.

O diretor do filme, Pierre Morel, já é conhecido por seus thrillers de ação, como Busca Implacável e Carga Explosiva. É visível essa experiência através das cenas de tiroteios ou de lutas, a câmera mostra bem os movimentos da protagonista, e não confunde nada à quem assiste. Também não economiza na violência, é crua e cheia de sangue, mas não chega a ser extrema. Contudo, o estilo visual não combinou bem com o longa em si, que pedia algo mais sombrio com mais cenas noturnas. A atuação de Garner incorpora um espírito implacável, uma máquina que não tolera injustiças, grandes ou pequenas, o que só faz criar simpatia pela personagem.

A trama de A Justiceira não é original, logo se entende tudo, porém é necessário uma suspensão de descrença, para acreditar que uma dona de casa vire uma matadora profissional sozinha. O filme não se prende muito a explicações, se foca na ação, na perseguição, contando com pequenos alívios cômicos que tornam tudo mais divertido. Em geral, é muito competente como um filme de ação, ele mantém um equilíbrio na violência, tornando-o acessível à quem curte o gênero.

 

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here