Novo terror do diretor Pascal Laugier, conhecido pelo seu grande trabalho em Mártires , de 2008 também do gênero terror/suspense, Pascal tenta ser original,mas não consegue. O filme já se inicia com a uma trilha sonora bem clássica, apresentando um clima grande clima de tensão, fazendo com que você acredite na trama que irá se iniciar.

Pauline herda a casa da tia e acaba decidindo indo morar lá com as duas filhas, Beth e Vera. Inicialmente é possível enxergar que grande parte da trama se desenvolve a partir da visão de Beth. Uma menina que sonha em ser escritora de filmes de terror, mas se apresenta frágil e medrosa.  Logo na primeira noite na casa (afastada de tudo), as três são atacadas por misteriosos bandidos, a mãe faz de tudo para proteger as meninas. Dezesseis anos depois, Beth que mora bem longe do lugar, recebe uma chamada desesperada da irmã, que ainda habita a casa com a mãe. Ao voltar, ela se depara com incidentes muito estranhos.

Até aí o prólogo é bem comum, porém a maneira como o mesmo se desenvolve faz com que o espectador se anime e fique surpreso. A primeira parte do roteiro é a  mais intrigante, porém, o filme é como uma montanha russa, o que inclui problemas de ritmo e no roteiro, que o torna um terror bem comum. Poderia ser  um filme mais curto, com uma ideia bem contada, o que vale muito mais do que o velho “encher linguiça” que estraga o resultado final.

Outro ponto que fica meio sem desconexo, é que uma parte do filme é explicável, depois parece virar uma violência gratuita. Simplesmente para ter uma agonia na tela.
As palavras que caem muito bem aqui são bizarro e agoniante. O medo é substituído por esses sentidos, já que as cenas se modificam e começam a passar repulsa. Se você ainda estar ciente dos fatos que aconteceram do set, como por exemplo a jovem atriz Taylor Hickson que teve seu rosto desfigurado após atravessar uma parede de vidro.

O grande problema é que dado o histórico, principalmente do diretor, era de se esperar algo muito diferente, como é apresentado na primeira parte do filme. Não se trata de um terror ruim, apenas mais um terror comum que parece ter se perdido no meio do caminho. Fica aqui o nosso anseio por um novo terror no nível de ‘Mártires’. Por enquanto, ficamos com A Casa do Medo: Incidente em Ghostland mostrando um suspense comum, mas que atrai.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here