Um General (Ben Kingsley) responsável por um massacre em sua região há muitos anos vive atualmente foragido e se deslocando de esconderijo à outro, bancado e protegido por agentes secretos, na Sérvia.Eis que então, em um destes deslocamentos, ele se aloja em no apartamento de uma antiga senhora e herda sua empregada doméstica, a jovem Tanja (Hera Hilmar).Quando a relação entre eles se estreita, o General então descobre que Tanja é, na verdade, mais uma agente secreta enviada para protege-lo, pois o cerco está se fechando contra o General.

Ciente de que sua vida pode estar em risco, o General toma a decisão de retornar à região do massacre, onde é odiado por todo o povo, inclusive sua família. Ele obriga Tanja à acompanha-lo nesta viagem.

Um homem comum é um filme belíssimo. O filme é praticamente um dueto de atuações entre Ben e Hera, com diálogos muito interessantes e atuações impecáveis. O diretor americano Brad Silberling acertou muito a mão na condução desta obra. Um filme aparentemente barato e simples de se fazer com poucas locações e muita densidade emocional, uma tensão permanente com a sensibilidade da relação afetiva criada entre os dois personagens. Ele consegue sugerir que há um respeito de pai para filha em dado momento, e em outro, que há uma atração homem-mulher. E isto fica no ar, a cargo do espectador.

Algo que me chamou a atenção na trama, é que ela discorre tão bem, que quando há o desfecho, saímos da sala do cinema com a sensação de querer mais, e ao mesmo tempo estarmos satisfeitos. Um drama com todos os elementos, do tamanho certo, com um toque de sensibilidade, inclusive na escolha das locações (tanto internas quanto externas), dos diálogos ao casting enxuto. Ben Kingsley dispensa qualquer comentário. Hera é uma grata surpresa.

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