Bela, talentosa e dotada de uma simpatia contagiante, Clara Nunes foi uma das maiores intérpretes de todos os tempos da música brasileira. Com uma voz explosiva, capaz de emocionar multidões, lotou plateias, conquistou a indústria do disco e viu a mídia render-se a seus encantos. Em Clara Nunes, guerreira da utopia, livro publicado originalmente em 2007 e relançado agora em edição revista, com novo projeto gráfico, o jornalista Vagner Fernandes narra em detalhes a trajetória da artista que, neste 2019, será enredo da Portela, escola que a adotara e pela qual Clara se apaixonou e foi fiel até o último desfile de sua vida.

A nova edição de Clara Nunes, guerreira da utopia será lançada no dia 2 de fevereiro, às 16h, na Quadra da Portela, onde o autor realizará sessão de autógrafos.

O lançamento integra a programação da tradicional Feijoada da Família Portelense _ a última antes do Carnaval _, que contará com as participações de Alcione e Roberta Sá em show tributo à mineira guerreira.

Resultado de quatro anos de intensa pesquisa, a obra acompanha Clara desde a infância até a morte prematura, aos 40 anos, durante uma cirurgia de varizes. Revela histórias do início de sua carreira em Belo Horizonte, segue os seus passos quando se muda para o Rio, descreve a sua busca pelo sucesso, relembra a sua desconhecida passagem pela jovem guarda e pelos festivais da canção, testemunha a sua paixão pelo samba e a sua consagração na MPB. Com delicadeza, trata também da vida pessoal dessa mulher incomum, tão à frente do seu tempo. Mas o autor vai além: a partir da trajetória de Clara, faz um retrato do Brasil nos anos de chumbo da ditadura militar e na campanha da anistia pela abertura democrática.

Para escrever o livro, Vagner Fernandes esmiuçou uma ampla bibliografia e entrevistou mais de 300 pessoas, reunindo cerca de 400 horas de depoimentos. Debruçou-se sobre a vida e a carreira da intérprete, percorrendo os lugares trilhados por ela ─ de Caetanópolis (MG), sua terra natal, ao popular bairro de Oswaldo Cruz (RJ), onde foi fundada a Portela. Quando chegou às livrarias, em 2007, a obra foi a primeira a revelar (após 25 anos de arquivamento da sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) informações confidenciais, até então inéditas, sobre a morte da artista. A possibilidade de erro médico, a cruel onda de boatos, a comoção popular e o velório na quadra da Portela, por onde passaram 50 mil pessoas, são os temas dos últimos capítulos da biografia.

Para além do texto saboroso, Clara Nunes, guerreira da utopia traz, em seu miolo, dois grandes cadernos de imagens, recheados de fotos das diversas fases da vida da cantora.

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