Produzida pelo canal Bravo e estrelada por Connie Britton e Eric Bana, primeira temporada da antologia se baseia em um famoso podcast, o qual conta a história real de uma mulher que se envolve com um perigoso golpista.

Em 2014, um controverso caso ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos. Debra Newell, uma bem-sucedida decoradora de 59 anos se sentia solitária após passar por quatro casamentos frustrados. A fim de suprir sua carência emocional, ela recorreu a aplicativos de relacionamento, onde conheceu John Meehan, à época com 55 anos, que se apresentou como médico e, rapidamente, ganhou a confiança da mulher, com quem iniciou um relacionamento permeado por manipulação, segredos e um perigo iminente para Debra e sua família, o que levou a um fim trágico.

A história, depois de revelada, ganhou imediatamente a atenção da mídia e do público por parecer muito mais absurda do que muitas tramas ficcionais. O caso intrigou tanto as pessoas que, em outubro de 2017, o jornalista Christopher Goffard, responsável pela cobertura para o jornal L.A. Times, produziu com as vítimas de John – Debra e suas filhas, Jacquelyn e Terra – um podcast, que se tornou um sucesso de audiência, com mais de 50 milhões de downloads. O material despertou o interesse de Alexandra Cunningham, que decidiu criar uma série de televisão baseada no caso.

Assim, Connie Britton assume o papel de Debra – em uma interpretação que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro -, enquanto Eric Bana interpreta John em uma trama que toma pouquíssimas liberdades dramáticas, dado o caráter único da história real. A atriz domina com facilidade a personalidade de uma mulher amargurada com o passado que está tentando recomeçar e fica cegamente apaixonada, ignorando os avisos acerca de seu novo companheiro. Já o ator consegue entregar uma atuação sólida e impactante do golpista de carreira, manipulador e extremamente perigoso.

E estes dois não são os únicos destaques. Ainda há Juno Temple, que dá vida à Veronica, uma das filhas de Debra – o nome foi mudado porque Jacquelyn não queria vínculos com a produção -, que foi a primeira a desconfiar do novo namorado da mãe e a levantar o passado do homem, e Julia Garner interpretando Terra, que era perseguida pelo padrasto.

Além disso, a direção precisa de Jeffrey Reiner também é crucial para prender o espectador e tornar este enredo ainda mais impactante. E, agora, na Netflix – apesar da alta qualidade da produção, o canal Bravo é pequeno nos EUA -, “Dirty John” tem tudo para arrebatar novos públicos.

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