David é um jovem de 24 anos, imaturo, que vive de pequenos trabalhos para poder sobreviver, quando sua irmã mais velha morre, ele então se torna responsável por sua sobrinha ainda criança, Amanda. Apesar de terem uma boa relação, a condição que os juntaram angustiante e triste.

Apenas pela sinopse, Amanda pode parecer um simples drama em que duas pessoas diferentes tem que aprender a conviver., mas o filme é mais do que isso, o diretor aborda os problemas que a França passa atualmente, como a questão da imigração, famílias com barracas em ruas, brincando na calçada, enquanto em paralelo, outras duas jogam tênis em uma quadra imensa.

A morte de Sandrine, mãe de Amanda é outro exemplo. Sua morte se dá por um atentado terrorista, que assombra não só os protagonistas, como também os coadjuvantes. O ataque afeta a população, com isso vemos alguns personagens sofrendo sequelas e em outros o preconceito contra muçulmanos se aflora.

Apesar disso, o filme não apaga o protagonismo e o drama de David e Amanda. Ela sofre com a perda da mãe, mas sofre também com o tio, que tem vários trabalhos diferentes e que não consegue lhe dar a devida atenção sempre. David se tornou responsável por uma criança da noite pro dia e por isso é obrigado a amadurecer.

David é sem dúvida um ótimo personagem, toda a sua evolução para se tornar o tutor de Amanda é feito de uma forma simples mas muito boa. David e Sandrine foram abandonados por sua mãe, que se arrepende e tenta retomar o contato com seus filhos. Mesmo com Sandrine se correspondendo, David não consegue perdoa-la. Criando um personagem imaturo, que não consegue seguir em frente enquanto seu passado está em pendência.

Amanda é um filme lindo, com ótimos atores e personagens muito bem desenvolvidos. Sem receio nenhum de abordar temas delicados, como ataques terroristas e a questão da imigração, mas também lidando com dois personagens em um constante conflito.

 

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