A sessão, às 15h, será seguida de debate com o músico, Severino Dadá, Emmanoel Cavalcanti, Erley José e Juliano Gomes. Às 19h30, será exibido Tenda dos milagres, com apresentação dos participantes do longa-metragem.

No dia 26 de maio, o IMS Rio exibe O amuleto de Ogum (1975) e Tenda dos milagres (1977), de Nelson Pereira dos Santos, em cópia 35 mm. Após a exibição do primeiro, às 15h, o crítico Juliano Gomes mediará uma conversa entre Jards Macalé, que além de atuar nos dois filmes, também é autor da trilha sonora de O amuleto de Ogum e participa da trilha de Tenda dos milagres; Severino Dadá, montador dos dois longas e ator em Tenda dos milagres; Emmanoel Cavalcanti, que integra o elenco dos dois filmes; e Erley José, que atua em O amuleto de Ogum. Na exibição de Tenda dos milagres, às 19h30, haverá uma breve fala de apresentação dos convidados.

No longa O amuleto de Ogum, um violeiro cego, interpretado por Macalé, narra a história de Gabriel, que teve o corpo fechado em um terreiro de umbanda, ritual que torna o rapaz imune à morte. Segundo o cineasta, “era preciso uma certa vivência para me situar melhor dentro da coisa toda. O roteiro foi mostrado a vários pais de santos, não apenas a um ou a dois, mas a vários, para tirar uma média da opinião. Consultei vários terreiros e dentro do filme existe o próprio Erley, que interpreta o pai de santo que toma conta de Gabriel.”

Tenda dos milagres é uma adaptação do romance homônimo de Jorge Amado, que, por sua vez, é inspirado na vida de Manuel Querino, intelectual abolicionista pioneiro nos registros antropológicos e na valorização da cultura negra na Bahia. O filme se passa em Salvador, onde a chegada de um antropólogo americano desperta o interesse da cidade sobre a obra de Pedro Archanjo, um desconhecido intelectual autodidata, que fora bedel da faculdade de medicina.

As exibições integram a retrospectiva de Nelson Pereira dos Santos (1928-2018), em cartaz desde novembro de 2018. A mostra inclui todos os longas-metragens do diretor, um total de 25 títulos, exibidos nos centros culturais ao longo de um ano.

Um dos precursores do cinema novo, o diretor construiu uma carreira ampla, com filmes que investigaram as contradições do Brasil. Segundo Marcia Pereira dos Santos, produtora e filha do cineasta, o intuito da mostra é ampliar o acesso à obra de Nelson, marcada por uma grande variedade de estilos e gêneros, da ficção de influência neorrealista à cinebiografia histórica, passando também pela realização de documentários.

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