Por Mallu Correa

Juntos para sempre, sequencia do controverso Quatro vidas de um cachorro, trouxe para as telas a mesma história contada no primeiro filme, porém com os eventos ocorrendo com a neta de Ethan, CJ, que é afastada dos avós ainda pequena.

Assim como o primeiro, o filme conta a história de Bailey, um cachorro que morre várias vezes, mas acaba sempre voltando para a mesma família, por acreditar ser o seu destino. Da primeira vez, tínhamos uma narrativa original, que arrancou muitas lágrimas e acabou sendo suficiente para conseguir seu segundo filme que, sinceramente, não precisava.

O longa repete a mesma fórmula e, por isso, acaba conseguindo ter o mesmo efeito. Muita gente vai sair chorando do cinema, principalmente os corações mais moles. O conflito familiar de CJ é bem desenvolvido e vai fazer o publico se identificar com a personagem, desde o momento em que ela chora por um cachorrinho na infância até suas brigas e reconciliações na adolescência com a mãe.

Entretanto, apesar de alguns pontos positivos, o filme quer contar uma história de uma vida inteira em pouco menos de duas horas e acaba colocando acontecimentos para serem resolvidos fáceis demais, como um dos personagens com câncer que descobre em um momento e no outro já é curado. O filme inteiro passa de um conflito para outro muito rápido, cada problema que a personagem passa em dez minutos, em um filme bem estruturado teria história para a narrativa inteira, o que acaba não fazendo a gente realmente se emocionar com aquele problema.

Mas o mais importante em toda a história é, afinal, o cachorro. Bailey agora é Molly, BigDog ou Max, que tem como sua principal função proteger CJ. A narração do próprio cachorro vai tirar risadas e divertir o público, ele é carismático e seus “pensamentos caninos” acabam por contagiar quem está assistindo: ele entende muita coisa ao seu redor, mas ainda é um cachorro e deixa bem claro isso ao longo do filme, tomando decisões não tão racionais, o que é um bom ponto, afinal, animais não são tão racionais assim.
De todo modo, Juntos para sempre é aquele filme para assistir num domingo com a família reunida, ou pra indicar pro seu pai que não te deixa ter um cachorro e convencê-lo da melhor forma: com algumas lágrimas.

 

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