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Toy Story 4: Quarto filme traz maturidade à franquia

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Por Gabriel  Alviano

Quando estreou em 1995, ninguém imaginava que Toy Story se tornaria o que é hoje. Mesmo sendo o primeiro longa-metragem em computação gráfica, foi sua narrativa que hipnotizou gerações e, por conta disso, em 1999, chegava aos cinemas Toy Story 2, que por incrível que pareça, é tão boa senão melhor que o primeiro. Mais de dez anos se passaram até a chegada do terceiro capitulo da franquia. Com um clima de encerramento, o filme trazia um amadurecimento, tanto por parte da narrativa, quanto de seu público, que cresceu acompanhando os filmes. Toy Story 3 foi motivo de lágrimas pelo então, adeus a bons e velhos amigos.

Quando divulgado que a Pixar traria Toy Story para um quarto filme, o medo tomou conta dos fãs, afinal, nenhuma das outras continuações do estúdio se mantiveram aos pés do original. Mesmo que alguns sejam legais como Universidade Monstro e Incríveis 2, outros são vergonhosos de assistir, como Carros 2 e 3 e Procurando Dory. Além disso, com o final tocante e emocionante de Toy Story 3, seria possível uma continuação fazer jus ao que já foi finalizado? A divulgação se tornou fato, e agora, em junho de 2019, chega aos cinemas, Toy Story 4.

O filme já começa em momentos de tensão. Um flashback leva o espectador de volta à casa de Andy criança, onde descobrimos o que aconteceu com Betty, ausente em Toy Story 3. Para os fãs, é um momento emocionante apenas por rever esses velhos amigos de volta as telas e pelas circunstâncias as quais vemos Betty.

Pulamos para os tempos atuais e vemos Woody se sentindo cada vez mais ignorado por Boonie, sua atual dona. Com a chegada de Garfinho, um brinquedo feito a partir de lixo reciclável, Woody vê nele a oportunidade contribuir para a felicidade de Boonie. Enquanto fazem uma viagem pelos Estados Unidos, eles acabam reencontrando Betty, bem diferente do que se lembravam.

Mesmo com bons trailers saindo, o medo continuava, mas é possível afirmar que Toy Story 4 é uma ótima continuação. Respeitando sempre os personagens e fazendo questionamentos nunca antes feitos pelos protagonistas. Claro que o filme sofre com alguns probleminhas, mas seu pior defeito é sem dúvida sua curta duração.

O filme em si não é curto, mas acontece tanta coisa ao mesmo tempo que ele passa essa impressão e deixa com gosto de quero mais. Pela trama ser muito mais focada em Woody e Betty, alguns personagens consagrados acabam sendo ignorados, como o Slinky, a Jesse e em alguns poucos momentos até o Buzz.

Buzz é um dos que mais sofre com o filme, seu protagonismo é deixado de lado e passa a ser usado em diversos momentos como alivio cômico bobo. Apesar disso,  o tom de comédia em Toy Story 4 é completamente diferente dos anteriores, de forma positiva é claro. As piadas possuem um grau de evolução e maturidade que podemos até questionar se uma criança entenderia a graça. Principalmente nos momentos entre o Coelhinho e o Patinho, no original dublados pelos comediantes Jordan Peele e por Keegan-Michael Key.

O final, porém pode incomodar alguns fãs puristas, na tentativa de tentar se igualar ao do terceiro, o roteiro tenta ser tão emblemático quanto, mas encerra, de certa forma, um arco que pode ser visto desde o primeiro. Toy Story 4 é um ótimo filme para quem estava com saudades desses personagens. Mesmo com esses probleminhas, continua excelente, e sua duração realmente incomoda, principalmente quando o filme parte para o clímax e temos vontade de gritar “Por favor, não acabe!”

 

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