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“Helena Perdida” faz temporada no Teatro Poeira

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O Teatro Poeira recebe, de 06 a 28 de agosto, às terças e quartas sempre às 20h, o espetáculo “Helena Perdida”, com dramaturgia e direção de Rafael Souza-Ribeiro e atuação de Paula Valente. A montagem narra a história de um megaevento no alto de uma idílica cobertura carioca, onde a sexta mulher mais poderosa do mundo decide os rumos de toda uma cidade entre um canapé e outro: das passagens de ônibus às ações de segurança pública.

Helena tem sob seu comando uma holding que controla diversos setores da economia. Diante de um mundo em transformação, que ela se recusa a aceitar, abre sua casa para políticos, empresários, juízes e generais, oferecendo uma festa para fechar negócios, travar alianças e fazer pactos. Um grande acordo nacional com tudo. Helena Perdida é uma fábula sobre o poder.

“Helena é mais que uma mulher, ela é uma alegoria. Ela representa conceitos, ideias, valores de uma sociedade e não faz questão de camuflar o que pensa e sente. Helena é sincera e humana. E é dessa humanidade que a peça quer falar, por ser ela o símbolo de uma sociedade partida e desigual”, afirma Paula.

A realização desse espetáculo é a terceira parte de um ciclo de pesquisa iniciado em abril de 2017 e que se dispôs a pensar o impacto social, político e cultural dos grandes eventos esportivos realizados na cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos, a partir de seus preparativos e, por tabela, seus desdobramentos. Essa pesquisa gerou, além de uma série de ações performativas pelo espaço urbano, a criação da cena curta A Grande Festa, uma cena de 15 minutos que veio a ser o gérmen de Helena Perdida.

“A peça funciona desde sua estreia como uma crônica sobre o país. É uma ficção, lógico, tudo ali é inventado, mas encontra sim ressonância em fatos recentes do nosso noticiário. Muito do que já apontávamos na primeira temporada, ganhou mais peso simbólico neste ano de 2019 inclusive. Mas antes de apontar este ou aquele episódio político, a gente queria convidar o espectador a refletir sobre como o poder se concentra em poucas mãos e o futuro de uma cidade pode ser decidido em questão de minutos”, destaca Rafael

A Grande Festa foi criada especialmente para integrar a mostra Que Legado, que mobilizou centenas de artistas da cidade durante o ano de 2017. Tamanho seu poder de agregação que a mostra foi indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação. A Grande Festa também foi apresentada em diferentes espaços da cidade, e integrou a programação de alguns festivais de cenas curtas, tendo sido premiada como a melhor cena no 2º Festival de Cenas Curtas do Zimba, que também concedeu o prêmio de melhor direção a Rafael Souza-Ribeiro. Já no 10º Festival de Cenas Curtas de Niterói, Paula Valente foi agraciada com o troféu de melhor atriz.

SERVIÇO
“Helena Perdida” faz temporada no Teatro Poeira ( Rua São João Batista, 104, Botafogo)
Quando: terças e quartas às 20h
Duração: 60 min

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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