Criador de personagens que há seis décadas encanta gerações, o cartunista Mauricio de Sousa chegou ao Pavilhão das Artes da XIX Bienal do Livro causando frisson entre “crianças” de todas as idades. Vários adultos, fãs de Mônica, Cebolinha e Cascão, emocionaram-se ao encontrar o autor, que recebeu uma homenagem da Bienal pelos 60 anos de seus quadrinhos. Nesta manhã, ele inaugurou um mural de 210 metros quadrados no novo espaço do evento, com imagens de todas as fases de seus personagens e um enorme estêncil em que Maurício aparece brincando com Bidu, obra assinada pela artista urbana Simone Siss, que estava presente.

O cartunista autografou o painel e, em seguida, desenhou Bidu na placa comemorativa: “Ele foi meu primeiro personagem e se tornou um símbolo fo meu estúdio “, contou.

Entre os fãs, a estudante catarinense Laura Flôr, de 16 anos, não parava de chorar: “Aprendi a gostar de ler por causa dos gibis dele!”, contou, enxugando as lágrimas.

Na Bienal mais diversa e inclusiva de todos os tempos, o autor e cartunista, que nos últimos anos vem criando diversos personagens com deficiências, falou sobre a importância da inclusão: “Sempre é uma coisa positiva, estamos somando personalidades, vontades, ideias. Esse é o segredo do progresso e da evolução. Estamos colaborando com isso com gibis, filmes, com tudo”, resumiu.

Durante a cerimônia de abertura do evento, que este ano faz uma reverência ao Japão e sua cultura, Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) ressaltou a importância da leitura e da valorização da educação: “Nosso país trilha um caminho perigoso que pode agravar a desigualdade”. E lembrou que a leitura pode ajudar a mudar esse cenário. “Promovemos com o Pró-Livro uma pesquisa do impacto do ato de ler no rendimento dos alunos. Os resultados indicam que ainda há muitas dificuldades e é preciso investir mais, tanto nos professores quanto nos alunos, a partir da leitura. A cada ataque à educação é preciso dobrar o acesso aos livros”, disse, destacando que Ana Maria Machado e Ruth Rocha são as grandes homenageadas da edição da Bienal 2019.

Foto: divulgação

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