País homenageado da Bienal do Livro Rio em 2019, o Japão desembarcou no Riocentro com vários autores, atrações culturais e personagens de animes. Exposições de mangás e games são diversão garantida para os fãs da cultura nipônica. Entre os destaques da programação está o bate-papo entre Maurício de Sousa e Macoto Tezuka, filho do lendário Osamu Tezuka, conhecido como o pai do mangá moderno. A dupla participa do painel “Conexão Brasil – Japão através do incrível universo dos quadrinhos”, marcado para às 15h desta quarta-feira, 4.

Macoto é um premiado diretor de cinema e anime japonês e está na Bienal para mostrar como funciona essa conexão de culturas com o pai da Turma da Mônica. “Meu pai me falava sobre o Maurício com muita admiração e prometi a ele que iríamos fazer algo juntos um dia. Estou feliz por ter realizado o desejo dele após sua morte. Pude unir a nossa obra com a de Maurício e será um prazer falar sobre essa junção no encontro na Bienal do Livro”, disse Macoto, empolgado para o evento.

O painel será um intercâmbio de estilos e troca de experiências sobre a arte de uma literatura que dá seu recado em imagens e passa uma emoção ímpar de forma bem visual. O japonês também vai falar sobre o livro “Chichi – Tezuka Osamu no Sugao (“Meu pai: a verdadeira face de Osamu Tezuka”).

“A cultura japonesa sempre me interessou muito, e quando soube que a Bienal faria uma homenagem ao país e traria autores locais para cá, tive ainda mais desejo de vir. Eu comecei a ver os desenhos japoneses na TV quando criança e depois passei a me interessar pelo animes e mangás. Tento envolver a minha sobrinha nesse universo, então trouxe ela junto”, contou o eletrotécnico Renato Pereira da Conceição, 31 anos, ao lado da estudante Yasmim Almeida da Conceição, 10.

Quem percorre os pavilhões da Bienal garante que esta edição tem um volume bem maior de títulos disponíveis, mangás, animes e jogos. “Está valendo muito a pena”, garante Renato.

Personagens e cosplayers do universo japonês também são vistos pelos corredores, e se tornam a sensação dos visitantes, que não perdem uma foto para as redes sociais.

O Brasil é a nação que concentra o maior número de japoneses além das fronteiras nipônicas e, assim como a dos orientais, é uma das mais religiosas do mundo. O tema também será debatido nesta quarta-feira, às 13h, no Café Literário na sessão “A espiritualidade da cultura japonesa representada nos mangás”, com a escritora Reiko Okano, e promete atrair muitos leitores curiosos sobre esse casamento entre a arte e os misticismos.

No mesmo dia, às 17h, o Café Literário vai falar sobre “A beleza que vem do Japão”, quando os escritores Lúcia Hiratsuka, André Kondo e Angel Bojadsen conversam sobre a influência e o alcance das artes e da cultura que são exemplos universais de equilíbrio entre tradição e modernidade.

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