Para nós mesmo, e para o mundo todo, a América Latina é onde se encontram os maiores jogadores de futebol da história como Messi, Maradona, Pelé eRonaldo Fenômeno,  o futebol está tão entranhado na nossa cultura que é muito comum garotos sonharem em tornarem-se grandes craques. Tito (Facundo Campelo) é um desses jovens, porém ele tem talento verdadeiro para ser um craque. Vindo de uma família pobre do interior do Uruguai, o sonho do menino é a única coisa que desperta seu interesse, e ai que a história se desenvolve.

A história encantadora, que além de ser muito real, é completamente realista, mas a maneira que ela foi contada que a torna mais bonita. Temos de um lado a imaturidade inocente de Tito que tem só um sonho, jogar. Ele não tem aspirações imensas de fama e dinheiro, apenas o desejo de ser um jogador tão grande quanto os seus ídolos. Ele é o Pinóquio, a figura inocente e sonhadora, que é influenciado por figuras ruins, no caso do filme é o empresário de Tito, Rolando (Roney Villela). Para contrapor a tentação da raposa, temos o Grilo Falante, o pai de Tito, Ruben (Nestor Guzzini). Este personagem, essa personificação da consciência de Tito, está sempre lá para agir como freio e também como apoio, porque depois que o menino entra para um time profissional, ele se torna a renda de toda família, sendo apenas um menino de 14 anos.

As realizações técnicas que o diretor, Carlos Andrés Morelli, são bem simples, ele não arrisca muito com planos de câmera muito elaborados, o que mantém o encanto da história. Todos os personagens tem excelentes atuações, mesmo sem falar muito, são muito mais expressivos que discursivos. A solução final da trama de Tito é o que qualquer adulto que assistir o filme poderá entender, e o que ele tenta ensinar para as crianças que o assistirem. Não é para menos que o livro homônimo no qual baseou-se o filme foi um sucesso no Uraguai.

 

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