O estado da Flórida, EUA, tem grande parte de território pantanoso, e sendo o habitat de crocodilos. Toda a população sulista dos EUA está acostumada com encontros inesperados com esses animais, e furacões causam uma verdadeira confusão. O que aconteceria se durante uma enchente causada por um furacão, um grupo inteiro de crocodilos fugisse e ameaçasse qualquer vida humana? Este é o plot de Predadores Assassinos.

Temos que falar deste filme em três tópicos: biológico, roteiro e entretenimento. Começando pelo menos importante, biologicamente, existe alguns entraves no comportamento desses animais que acabam por criar inconsistências na trama, como método de ataque, maneira de caça e agressividade. Porém, este não é uma obra do National Geographic, portanto não existe nenhuma obrigação de ser completamente correta com os animais. Em termos de aparência e tamanhos, os bichos estão muito bem feitos digitalmente, até a cor das escamas e dos olhos, sem falar do tamanho que nem precisa de exageros (um crocodilo adulto pode chegar a 5,6 metros de comprimento, e mais de meia tonelada de peso).

O roteiro tem uma boa ideia inicial, que é plenamente possível diante das circunstâncias apresentadas. Os animais não surgem do nada, eles vem de um cano de escoamento com defeito, tendo um acesso ao porão da casa dos protagonistas. Era um problema de longo prazo, que o furacão deflagrou. As relações humanas, entre os personagens de Kaya Scodelario e Barry Peper, que são pai e filha no longa, é muito bem desenvolvida. Mesmo com répteis gigantes, eles conseguem mostrar todos os problemas que tiveram ao longo da vida. As fraquezas da trama são que o roteiro usa um artifício de terror muito falho. Os personagens tem que pegar um objeto, eles pegam, não da certo, ai precisam de outra coisa. Esse “vai não vai” fica se repetindo de novo e de novo, o que só deixa o público cansado. Além disso, existe uma solução plenamente possível de fuga na cara deles, que em nenhum momento é uma opção para os personagens. Por último, eles são indestrutíveis. Barry é mordido no ombro, tem uma fratura exposta na coxa, e sai andando pelo filme. Kaya é mordida na coxa, no braço e no ombro é mesmo assim fica pulando e correndo por ai, é apelar muito pra suspensão de descrença do público. Dependendo da profundidade da mordida na coxa, ela teria morrido de hemorragia.

Finalizando com a questão do entretenimento, que é a mais importante de todas. Nessa questão, o filme foi pleno, ele não se dispõe a ser uma obra-prima do terror, ser obra que dá um sustinho e que toda família pode ver, é claramente o objetivo dele. Uma das funções do cinema é entreter, ser divertido, apesar de todos as falhas citadas, Predadores Assassinos ainda é um filme muito divertido.

 

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