Com idealização de Ale Clark e Carolyna Aguiar e apoio curatorial de Felipe Scovino, a mostra proporcionará a reflexão, através de seus escritos, diários e objetos sensoriais. Tudo levará o espectador a compreender o que motivou Lygia Clark a tirar seus trabalhos da parede e pensá-los em direção ao corpo do outro.

Com início durante o preview do ArtRio, dentro da programação oficial da feira, a exposição traz para a cidade um grande marco: abrir o centenário de Lygia Clark. A exposição no studio OM.art terá o lançamento do Selo Comemorativo / Centenário Lygia Clark e a apresentação do calendário de atividades do centenário no mundo, com exposições individuais em 2020 no Guggenheim Bilbao em março, Arco Lisboa em maio e no Peggy Guggenheim Collection – Veneza, em julho. O selo foi criado e assinado por Oskar Metsavaht a convite da Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”.

“Com a comemoração do centenário de Lygia Clark trazemos para o studio mais um grande nome da arte brasileira dialogando com a vocação do espaço para a cocriação, a troca e a interação com o espectador. Esse desenho curatorial está presente desde que abrimos o espaço com “Hélio Oiticica: Rhodislandia”. A exposição “Respire Comigo” apresentará algo ainda mais potente que suas obras e sua contribuição ao movimento Neoconcreto; o pensamento de Lygia, reiterando assim o conceito de que o suporte da obra de arte é o próprio corpo. Diários escritos por ela estarão expostos e ganham vida em forma de encenação”, diz Oskar Metsavaht.

A performer e atriz Carolyna Aguiar fará o monólogo “Lygia.”, escrito a partir dos diários de Lygia Clark, pela dramaturga Maria Clara Mattos, que também assina a direção, em conjunto com a diretora e atriz Bel Kutner. Na pesquisa para a criação de “Lygia.”, que envolveu seus diários, entrevistas e estudos de sua obra, fica claro que a artista se realizou, respondeu às suas perguntas e entregou a autoria da obra ao seu espectador participante.

“Após tanto tempo apresentando o trabalho da minha avó, percebi que o mais importante era muito pouco visto: Lygia a partir da visão de si mesma. Seus diários refletem seus anseios, angústias que se transformavam em obra, e essas nada mais são do que o reflexo dela própria. A apresentação desses diários será contada por uma pessoa (Carolyna Aguiar), que tal como Lygia, circulou em diversas áreas de conhecimento para buscar a si mesma”, explica Ale Clark.

“A busca pelo espaço foi tão importante quanto todas as reflexões conceituais dessa mostra. O Studio OM.art foi o encontro perfeito, porque buscávamos um espaço expositivo de pensamentos e reflexões, sem criar expectativas de um espaço expositivo convencional como museus e galerias, mantendo a proposta de Lygia iniciada com os Bichos, como ela própria dizia”, acrescenta Ale Clark.

Foto: cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark” RJ_Foto de Sergio Zalis

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