Depois de passar 12 meses na prisão, Rose-Lynn Harlan se vê em uma encruzilhada: tendo que trabalhar para sustentar os dois filhos pequenos enquanto ainda tenta, com muita garra, realizar seu sonho de infância, que é ser uma cantora de country. Enquanto tem que lidar com as dificuldades de ser uma ex detenta de volta a sociedade, Rose precisa enfrentar a mãe que busca colocar juízo na cabeça dela, enquanto sofre as próprias dúvidas em relação a sua vontade de viver de música.

As loucuras de Rose é um filme que fala, principalmente, sobre sonhos, sobre pessoas que sonham alto e abrem mão de qualquer coisa para ir em busca desses desejos. No longa, temos o conflito de Rose em querer largar a cidade no interior da Escócia, Gasglow, e ir para Nashville em busca de oportunidades de carreira, enquanto a mesma tem dois filhos pequenos que sofrem com a falta de atenção e com a irresponsabilidade da mãe.

 O filme conta uma história interessante de uma perspectiva pouco explorada no cinema. Enquanto vários filmes contam sobre pessoas apaixonadas por música tentando se tornar uma estrela do rock ou mulheres apaixonadas por filmes tentando desesperadamente conseguir uma chance para virar atriz e realizar o sonho hollywoodiano, enquanto temos a Califórnia como cenário. As loucuras de Rose partem de um mesmo ponto de partida, mas pra contar outra história: sobre o country. O mais intrigante nisso tudo, é que Nashville, apesar de muito importante e comentada durante o filme, não é a paisagem na qual ele é construído, pelo contrário, o filme sabe usá-lo de uma maneira bonita e real, mas mostrando que qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode ter um sonho e realizá-lo sem, obrigatoriamente, estar nos Estados Unidos.

Apesar de uma trama original e de ser bonito acompanhar a história e o drama de Rose, é notável que o roteiro ainda é extremamente fraco e cai em clichês que poderiam ter sido evitados. Não dizendo que o fato do filme ser um clichê esteja diminuindo a sua qualidade, porque de forma alguma esta palavra é considerada uma ofensa, mas o problema é, principalmente, em quais clichês o filme cai: a menina rebelde que briga e depois “se arrepende” e conta toda a verdade, a filha que vive em pé de guerra com a mãe, mas depois entende suas motivações, a mãe solteira que sofre para cuidar dos filhos que nunca quis ter, uma “tutora” que ajuda Rose em sua busca e não serve pra absolutamente nada a não ser ajudar a protagonista. No fim, o filme acaba como a personagem principal, quer ser grande demais, mas não sabe pra onde vai.

Apesar desses defeitos, não é algo que vá estragar totalmente a sua experiência. Rose-Lynn é gente como a gente, que sonha, que cai, que levanta, que continua sonhando. É impossível não se identificar com a protagonista em muitos momentos e por isso ela pode conquistar muitos corações. Além, é claro, que a atriz Jessie Buckley, que da vida a Rose, tem uma voz incrível que é aproveitada em toda a trama. Esse é daqueles filmes que tem potencial para se tornar um grande confort movie, principalmente, para os fãs de cowntry pelo mundo, que vão se apaixonar e se encontrar.

 

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