Apontado como um dos responsáveis pelo movimento reocupação cultural da Lapa, o Grupo Semente é a terceira atração do Lapa-Gávea, que acontece às quintas-feiras, no Dumont Arte Bar. Formado por João Callado (cavaquinho), Bernardo Dantas (violão 7 cordas), Bruno Barreto (voz e percussão), Marcos Esguleba (percussão) e Maninho (percussão), o grupo sobe ao palco da Gávea, dia 17 de outubro, às 21h30, com o repertório de seu disco homônimo, grandes clássicos do samba e uma prévia do álbum em tributo Nelson Cavaquinho e homenagem aos mestres Trambique, Marçal e Wilson das Neves.

A origem do grupo musical é de 1998, quando se apresentaram no Bar Semente, na Lapa, com a cantora Teresa Cristina. Depois do sucesso na casa, que além do reconhecimento rendeu ao grupo seu nome, eles passaram a acompanhar a cantora em outros locais para um público cada vez maior e mais fiel. Em 2014, o Grupo Semente lançou seu primeiro CD solo, “Grupo Semente” (Biscoito Fino), que contou com participações de artistas como Diogo Nogueira, Pedro Miranda e Teresa Cristina. Ao longo destes 21 anos de existência, o grupo se apresentou em importantes casas e festivais pelo Brasil e ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Marisa Monte, Velha Guarda da Portela, D. Ivone Lara, Wilson Moreira, Tia Surica e Nelson Sargento, entre outros.

Depois do Grupo Semente, o Dumont Arte Bar vai receber nas quintas seguintes outros artistas representativos do bairro mais boêmio do Rio de Janeiro: em outubro, ainda se apresentam por lá Ana Costa (24/10) e Moyseis Marques (31/10). “Esses artistas são meus pares, meus amigos. Tenho o prazer de ser da mesma geração e de trabalhar com eles. É isso que nos une e, juntos, vamos tentando furar um pouco a barreira da cultura de massa. O Dumont Arte Bar é o novo refúgio não só do samba e do choro, mas da música brasileira”, justifica Pedro Miranda, idealizador e curador artístico do projeto, antecipando que Julio Estrela, Elisa Addor, Inácio Rios e Mosquito também vão participar.

Flávio Moreno, um dos sócios do Dumont Arte Bar, destaca que, embora a Gávea tenha um corredor cultural muito forte, ainda falta palco para a música na cidade, como um todo. “São várias salas de cinema, de teatro, uma grande Universidade, que é a PUC. É um bairro espetacular – e a gente brinca que tem um vereador, que é o nosso Pedro Miranda, um artista brilhante, com sonhos a realizar. Somos parceiros e estamos aqui para apoiá-lo em tudo que ele fizer. Esse projeto vai ser muito importante para a Gávea, pois vai resgatar grandes artistas desse polo cultural que é a Lapa e trazer a oportunidade de convivência com esses músicos fantásticos. Com a curadoria do Pedro é uma grande certeza de qualidade”, completa.

O apelido de “vereador” não é à toa. Além de ser morador do bairro, Pedro Miranda é responsável por alguns dos principais eventos culturais que acontecem na região. Há dois anos, criou o Samba da Gávea, que acontece às segundas, na Da Casa da Táta; às quartas, desde 2018, seu Forró da Gávea ocupa o Dumont Arte Bar; um sábado por mês, colocou o Choro na Rua para se apresentar gratuitamente na Praça Santos Dumont; levou para o Dumont as Segundas Instrumentais, com Zé Paulo Becker & Semente Choro Jazz; e, finalmente, o Lapa-Gávea entra para preencher as noites de quinta.

Foto: Daniel Boechat

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