“S A N T O S O S S E G O”, o segundo álbum da Pietá, assume uma poética mais dedo em riste, abrindo passagem para o que Juliana Linhares (voz), Frederico Demarca (violões) e Rafael Lorga (bateria) têm a dizer, com a energia urbana que amarra a sonoridade do trio. Violinos e clarinetes deram vez a guitarras e sintetizadores e o show cresceu em potência. A próxima parada da turnê de lançamento deste álbum já considerado clássico da banda será o palco do Teatro Firjan Sesi Centro, na quarta, 30 de outubro, às 19h, com o reforço sonoro de Elísio Freitas.

O álbum vem permeado por respiros em busca de uma paz tão desejada quanto fictícia. Como viver tranquilamente conhecendo o caos ao redor? De que modo ser pleno com essa pós verdade política, tamanho desrespeito ao feminino e essa horda de falsos moralistas no poder? No tratado sobre os novos tempos que o S A N T O S O S S E G O representa, o que se ouve, além da sonoridade mais crua e contemporânea, é a quebra da expectativa de uma suposta religiosidade que os nomes da banda – homônima à escultura francesa de Michelangelo, de 1499 – e do disco trazem.

O roteiro do show coloca no altar as dez faixas do álbum, um punhado de belas canções, orações, citações, poesias, manifestos – lembrando que S A N T O S O S S E G O é sobre revelar urgências. Produzida por Jr. Tostoi, a bolacha ainda conta com as participações vocais de Josyara, Ilessi, Livia Nestrovski, Khrystal e Caio Prado. Sucessos do primeiríssimo “Leve o que quiser” (2015) também estão previstos, entre eles “A vingança de cunhã” (Frederico Demarca e Thiago Thiago de Mello), “Teu” (Demarca) e a faixa-título, de Rafael Lorga e Elvis Marlon.

Foto: Elisa Mendes

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