Eles estão crescidos, evoluídos, transformados, e alguns até diriam, aperfeiçoados. Será que estamos falando dos atores da sequência de Zumbilândia ou dos zumbis que perseguem seus personagens? Após dez anos do lançamento do precursor, é seguro dizer que ambas as respostas estão certas. Zumbilândia: Atire duas vezes chega com energia para as telonas no dia 24 de outubro pela distribuidora Sony Pictures. Ao lado do diretor Ruben Fleischer, que também exerceu o fundamental papel no primeiro longa, todo o elenco original está de volta: Emma Stone (Wichita), Woody Harrelson (Tallahasse), Jesse Eisenberg (Columbus) e Abgail Breslin (Little Rock) que, ao lado de novos personagens, permanecem em busca da sobrevivência como novos tipos de zumbis e oferecendo ação e risadas em medidas proporcionais.

Equilíbrio é a chave para o sucesso de Zumbilândia. Mesmo o primeiro tendo sido lançado no tão distante ano de 2009, antigos fãs jamais esqueceram a peculiar e divertida interação da família que se forma em um Estados Unidos pós-apocalíptico, e sabendo desse novo lançamento, não sairão decepcionados do cinema. Tanto as performances dos atores protagonistas parecem mais assertivas, quanto seus personagens estão mais maduros, em certos aspectos.

Columbus certamente está mais corajoso, mas permanece cauteloso. Tallahasse continua aficionado por matar zumbis de formas que o coloquem como vencedor de “Morte Zumbi do ano” (não mais da semana como no filme passado), mas já não menciona seu amor por twinkies (mas também não faz falta). Little Rock e Wichita permanecem unidas em sua fraternidade, mas enquanto Wichita continua com problemas para se permitir apegar a Columbus, Little Rock quer se apegar a um namorado pacifista chamado Berkeley (Avan Jogia), que conheceram no meio da estrada.

Muitos elementos funcionam na dinâmica do grupo, o que torna o roteiro tão fluído e natural alinhado com a direção de Ruben Fleischer. As piadas chegam nos momentos certos, as cenas de ação também. Destaque para a cena de abertura, filmada em câmera lenta, com trilha de rock perfeitamente encaixado e acompanhada dos créditos iniciais, em que os quatro conquistam a Casa Branca derrotando os Zumbis que guardam a porta.

A única parte da interação do grupo difícil de engolir é a inexistente química entre Jesse Eisenberg e Emma Stone, além de Columbus e Wichita. Tanto os atores, não por uma falta de boa interpretação, mas sim por falta de atração, quanto os personagens no contexto em que foram criados, querendo coisas diferentes de formas distintas, não fazem sentido juntos. No entanto, a inserção da personagem Madison (Zoey Deutch), interesse amoroso de Collumbus quando ele brevemente se separa de Wichita, torna a trama ainda mais hilária, perdoando a falta de paixão entre o casal principal.

Também inseridos nesse novo universo estão Albuquerque (Luke Wilson) e Flagstaff (Thomas Middleditch), dupla dinâmica extremamente parecida com Tallahasse e Columbus, e Nevada (Rosario Dawson) dona de um hotel de estrada que fisga o coração de Tallahasse, e também salva o dia feminista sendo a personagem mais forte, corajosa e “lobo solitário” do longa. A presença deles apenas tem a somar ao já grande e renomado elenco.

Além da cena inicial, é recomendado que o público fique até a primeira, e única, cena pós créditos, que, sem muitos spoilers, traz de volta Bill Murray, figura icônica que fez uma aparição como ele mesmo no primeiro longa. Ruben Feischer, assim, mostra que começa e termina o filme de maneiras fortes, trazendo o melhor que a franquia pode oferecer: comédia e ação. Com a frase de efeito “dedo no gatilho e gritaria”, claramente até mesmo a tradução foi bem pensada para trazer de volta a emoção e risada de um longa que, por vezes, pode ser previsível, mas nunca deixa de entreter. A dica é ver o primeiro filme antes de sair de casa para relembrar toda a diversão original e, em seguida, como diria Tallahasse, pode “ir com tudo ou ir para casa”.

Foto: Copyright 2019 Sony Pictures Entertainment

 

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